Desde que descobriu que Robson Siqueira pretendia pedir o divórcio, ela pesquisou e consultou advogados.
O critério central para um tribunal conceder o divórcio era apenas um: a prova de que o vínculo afetivo entre o casal estava irremediavelmente quebrado e que a mediação havia falhado.
O tribunal já tratava com cautela os casos de divórcio em que uma das partes possuía doença mental; para ela, diagnosticada com transtorno bipolar — um distúrbio mental intermitente controlável por medicamentos —, as condições para a concessão do divórcio seriam ainda mais rigorosas.
Não só isso, mas do ponto de vista legal, o transtorno bipolar a colocava como parte de um grupo especialmente vulnerável, e o tribunal priorizaria os princípios de proteção dos direitos da parte enfraquecida.
Ter apenas uma doença mental não era motivo suficiente para garantir o divórcio.
Um casamento não era apenas um simples relacionamento interpessoal, mas a base e a segurança da vida.
Robson Siqueira a encarou como se estivesse olhando para um monstro.
— Viu, Robson? Será muito difícil a justiça aprovar nosso divórcio. Eu sou doente e você sempre soube; minha doença é controlável, estou em tratamento e nunca escondi isso de você. Não é um caso incurável. Enquanto eu não concordar com o divórcio, você nunca conseguirá se libertar deste casamento! — disse Soraia Siqueira, sentindo uma pontada de dor no peito, rindo e chorando ao mesmo tempo.
— Você nunca se libertará... — Ela murmurou, as lágrimas escorrendo intensamente, enquanto cobria o rosto e soluçava; não estava claro por quem ela chorava, mas parecia ser por si mesma.
— Durante toda a minha vida, sempre fui correto com a Família Siqueira, com você e com todos, e nunca precisei recorrer a truques baixos. Mas nesta idade, acho que posso me dar ao luxo de ser implacável. Soraia, você é a Sra. Siqueira, mas esse sobrenome Siqueira é o meu sobrenome. Como você acha que pode competir comigo? — Quanto mais Soraia Siqueira agia daquela forma, mais Robson Siqueira se firmava na decisão de se divorciar.
Soraia Siqueira arregalou os olhos aterrorizada.
— Já que você recusa um divórcio amigável e não quer os setenta por cento dos bens, então não ficará com nada. — Robson Siqueira recolheu o Acordo de Divórcio.
— Robson! Se você se divorciar, eu me mato na sua frente! — Ao ver que Robson Siqueira se preparava para sair, Soraia Siqueira entrou em pânico; apalpando o chão, pegou um grande caco de vidro e o pressionou rapidamente contra o pulso.
Eles dizem que a esposa deve obedecer ao marido e que uma filha casada é como água derramada. Na realidade, ela sempre sentiu que a mulher era como lentilha d'água: antes da idade de casar, a família era a sua raiz; depois, o marido se tornava a sua raiz.
Robson Siqueira era a sua raiz.
Sem Robson Siqueira, sem aquele casamento, como uma pessoa sem raízes poderia sobreviver?
No final, Soraia Siqueira foi resgatada; àquela altura, já era fim de tarde, em um estado letárgico, beirando a inconsciência.
Soraia Siqueira manteve suas palavras: se ele se divorciasse, ela se mataria.
— Podemos não nos divorciar, mas eu nunca mais virei vê-la. Não adianta usar o suicídio como ameaça. Quando eu receber a ligação e chegar aqui, o seu sangue já terá escorrido todo. — Robson Siqueira olhou para ela com frieza.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...