A mesa de jantar tinha lugar para dez, mas apenas alguns acentos estavam ocupados. Os pais de Aella sentaram lado a lado, com Clyde. Brad e Raine estavam presentes, assim como Mason e seu filho Henry, e, finalmente, Victor, sentado na ponta mais distante.
Com Brad por perto, o silêncio nunca durava. Seu charme natural conduzia a conversa, transformando estranhos em amigos em minutos.
Clyde riu ao olhar a mesa. “Jantar perfeito. Só falta uma pessoa.”
Aella pegou o celular e iniciou uma chamada de vídeo.
Quando Sayer apareceu na tela e viu a mesa animada, seus olhos se arregalaram. “Vocês começaram sem mim? Espero que se arrependam amanhã!”
Aella riu e colocou o celular no suporte. “Vamos comer. Você pode falar.”
A refeição seguiu em um clima animado, com taças tilintando e risadas se espalhando pela mesa.
Então Sayer falou novamente, com um tom cortante e direto: “Aella, Tyrone já está em lua de mel com aquela mulher. E você ainda não se divorciou dele? Está planejando mantê-lo por perto durante as festas?”
A mesa caiu em um profundo silêncio.
Aella congelou, com sua mão pairando sobre o prato.
O sorriso dos pais desapareceu.
Todos os outros ficaram quietos.
Aella colocou lentamente o garfo na mesa. “Não sou eu quem está dificultando as coisas. Tyrone se recusa a assinar o divórcio.”
Ninguém falou. Até Sayer, na tela, permaneceu em silêncio.
O ar ficou sufocante, aquilo foi constrangedor.
Aella forçou um sorriso.
“Quem me ajudar a finalizar o divórcio ganha o lugar principal no jantar de comemoração.”
Ninguém riu. A piada se perdeu, engolida pelo silêncio.
Seus pais trocaram olhares cheios de preocupação e impotência.
A mandíbula de Clyde se contraiu. Seus olhos queimavam de raiva. Se Tyrone estivesse ali, ele poderia ter partido para cima dele.
Raine, dividida entre sangue e lealdade, manteve-se em silêncio, com a cabeça baixa.
Mason ajudava Henry a comer com calma, sua expressão era impenetrável.
Victor girava o vinho na taça, pensativo, quando ele desviou seu olhar para Mason por um instante.
Brad suspirou, pegou o celular e desligou a chamada com Sayer. “Você sempre escolhe os piores momentos, cara.”
A tensão cedeu apenas o suficiente para que todos respirassem aliviados.
Aella fez sinal para Clyde encher as taças. Sua voz era leve.
Ela não escondia a verdade. Todos naquela mesa já sabiam.
O jantar continuou, seguido de algumas rodadas de pôquer.
...
Depois que todos se foram, Aella ficou para ajudar os pais e o irmão a organizar a casa.
Quando a louça foi lavada, Miriam puxou Aella para se sentar ao seu lado.
“Querida, sei que Brad e Raine são parte da família, então não me preocupo com eles. Mas os dois convidados de hoje, os presentes que eles deram foram caros demais. Como vai devolvê-los?”
Clyde acenou com a mão. “Não se preocupe, mãe. Aella está cercada de pessoas boas. Eles são generosos, não oportunistas.”
A voz de Warren ficou firme. “Generosas ou não, há limites. Saiba diferenciar gratidão de dívida.”
Aella sorriu suavemente.
“Pai, mãe, não se preocupem. O sr. Victor e o sr. Fulford podem ter poder e dinheiro, mas continuam sendo humanos. Têm falhas. São meus amigos porque também tenho algo a oferecer. São bem-sucedidos, mas eu também não sou fraca.”
Agora ela entendia perfeitamente. A vida adulta era sobre equilíbrio e troca.
Se seu casamento acabasse, ela não se encaixasse mais no mundo de Tyrone, construiria o seu próprio.
Subiria na carreira. Criaria um círculo à altura de seu valor.
...
Às nove da noite, Brad e Raine cruzaram com Tyrone na entrada do bairro de Aella.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: De esposa descartada a rainha
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