— Você pode reservar um dia só para mim?
— Tudo bem. Espera eu voltar da viagem. — Alexandre não perguntou o motivo, apenas assentiu.
Ao ouvir a resposta, os olhos de Lívia se iluminaram.
— Então eu espero você voltar!
Ela fechou a porta e observou o carro ir embora. Sentiu-se mais relaxada e se virou para entrar em casa. Ao chegar à porta, estava prestes a digitar a senha quando Teresa e Viviane atravessaram a rua correndo até ela.
— Onde você esteve esses dias? Por que não voltou para casa? — Teresa perguntou em voz alta.
Ora, se ela volta ou não, isso não é da conta de Teresa.
Lívia não quis dar atenção. Digitou a senha e abriu o portão, mas Viviane a impediu de entrar.
— Lili, aconteceu algo ruim! Ian está em apuros!
— O que ele aprontou agora? — Lívia achou graça.
— Ele... está querendo se matar!
Ao ouvir isso, Lívia sentiu uma raiva subir. Primeiro bebeu demais, tomou chuva e agora ameaça se matar? O drama dele não tem fim!
— É mesmo? Se ele morrer, eu com certeza mando um presente de condolência.
— Você... você... ai, céus... se alguma coisa acontecer com o meu filho, eu perco a vontade de viver. Eu... eu vou me matar bem na porta da casa dela...
— Lili, a gente não está mentindo! Ian está perturbado! Esses dias ele esteve no hospital, esperando por sua visita, mas você não foi. A gente ligou, mas você não atendeu nenhuma ligação! Ontem era o dia de ele ter alta, mas ele sumiu de repente. Ligamos sem parar até ele atender, e ele disse que, sem você, a vida não tem sentido e que ia escolher um lugar cheio de lembranças suas para acabar com a própria vida.
Lívia franziu a sobrancelha. Ela não acreditava muito nisso, mas ver Teresa chorando daquele jeito, como se fosse o fim do mundo, de fato parecia real.
Uma hora depois, Lívia chegou diante do apartamento que eles tinham alugado três anos atrás. A porta estava entreaberta. Ela empurrou e, de imediato, viu Ian deitado no sofá velho. Os cabelos estavam desgrenhados, a calça social e a camisa branca, totalmente amarrotadas. O rosto pálido e abatido e os olhos vazios encarando o nada. A aparência dele estava um tanto assustadora.
— Se você está bem, levanta e volta para casa. Sua mãe está gritando que vai se jogar contra a porta da minha casa! — Depois de dizer isso, Lívia se virou para sair.
— É só eu morrer que você vai me perdoar?
— Ian, você acha isso engraçado?! — Lívia explodiu.
— Eu não traí você. Nunca te enganei. Do começo ao fim, eu só amei você. Mas você não acredita em mim! — Ian apoiou-se no sofá e ficou de pé, recuando um passo de cada vez. — O que você quer que eu faça para provar a minha inocência? O que eu tenho que fazer para você não se divorciar de mim?
Lívia quase riu. Até num momento como esse, ele continuava mentindo.
Não traiu. Não enganou.
Nesse momento, Ian já tinha recuado até a janela. Abriu-a com força e passou uma perna para fora.
— Eu posso usar a minha morte para provar o quanto eu te amo!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Cadê os próximos capítulos?...
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...