Lívia foi a toda velocidade e levou menos de quarenta minutos para chegar à Universidade da Cidade Y.
O segurança da entrada só viu um carro esportivo vermelho parar em frente ao portão da universidade. Em seguida, desceu uma mulher vestindo um vestido dourado acastanhado com um blazer da mesma cor. Ela usava os cabelos longos e cacheados soltos, óculos escuros no rosto, deslumbrante e elegante.
Ao saber que se tratava da responsável por um aluno encrenqueiro, o segurança a conduziu até a administração da universidade.
— O pai dele é um aleijado, vive catando lixo para bancar os estudos dele. Ele mesmo precisa sair todo dia para trabalhar para conseguir comer direito. A família dele é pobre desse jeito e ele ainda ousa dizer que esse notebook é dele?
— Isso é um notebook da Apple, custa cinquenta mil!
— Mesmo que ele esquarteje o próprio pai e venda em pedaços, não consegue esse dinheiro.
Assim que Lívia chegou à porta da administração, ouviu um rapaz gritando com seu irmão, Guilherme. Ao lado dele, havia mais dois rapazes que concordavam com o que ele dizia.
— Quem você está chamando de aleijado?! — Guilherme já estava se segurando havia muito tempo, mas ao ouvir o outro xingar seu pai, não aguentou e levantou o punho, prestes a partir para cima dele.
— Guilherme, pare! — A orientadora, uma mulher jovem, gritou imediatamente para contê-lo. — Esta é a secretaria da universidade. Já não chega? Quer levar uma advertência grave?
— Foi ele que xingou meu pai primeiro! — Guilherme cerrou os dentes.
— Eu só falei a verdade. Minha família e a dele são da mesma cidade. Se os professores não acreditarem, podem investigar! — O rapaz do outro lado disse com desprezo.
A orientadora respirou fundo.
— Guilherme, devolva o computador ao Marcelo e peça desculpas a ele direito. Assim esse assunto termina aqui.
— Esse computador não é dele, e eu não roubei nada. Por que eu teria que pedir desculpas?! — Guilherme disse, furioso.
— Ah, vocês ouviram isso? Ele não quer admitir. — Marcelo caminhou até Guilherme, arrancou o notebook de suas mãos e, quando Guilherme tentou puxá-lo de volta, acrescentou. — Isso foi minha irmã que comprou para mim. Você não tem irmã, tem?
Guilherme não respondeu.
— O marido da minha irmã vem de uma família rica, e ela é gerente de uma grande empresa. E a sua irmã é o quê?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...