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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 16

— Amor, eu quero canja. — Lívia se virou para Ian, fazendo um bico e se insinuando, depois estendeu a colher.

Ian sabia que Lívia tinha se desentendido com a mãe dele de novo, mas, ainda assim, gostava de vê-la dependente, pedindo carinho e atenção.

— Certo. — Ele pegou a colher e o prato dela, contornando a mesa de propósito, ignorando o semblante carrancudo da mãe, e serviu a sopa no prato de Lívia.

— Vai devagar.

— Uau, que delícia! — Lívia deu uma colherada, fazendo uma expressão exagerada. — Mas sabe o que faz essa canja ser ainda melhor? O fato de você, meu amor, ter me servido. Assim ela está cheia do seu amor por mim.

— Quando terminar, eu sirvo de novo.

— Quero comer marisco. — Disse Lívia.

O marisco assado havia sido colocado propositalmente à frente de Viviane por Teresa, então Ian precisou se levantar para pegá-lo e colocar no prato de Lívia. Vendo isso, Viviane, se roendo de ciúmes, apenas moveu o marisco para frente deles.

Lívia deu uma mordida, achou ruim e colocou de volta no prato de Ian. Ele pegou e comeu, com uma expressão de felicidade plena.

— Quero comer carne de vaca.

Lívia nem se esticou para pegar, bastava ela dizer o que queria e Ian colocava no prato dela e, se ela quisesse, ele até a alimentaria.

— Mais alguma coisa? — Perguntou ele.

— Quero camarão, mas não quero descascar.

— Eu descasco para você.

Ian pegou alguns camarões do próprio prato, descascou um a um e colocou no prato de Lívia. Ela comeu, elogiando a habilidade dele, comentando como os camarões estavam intactos, descascados com perfeição.

Enquanto isso, Teresa estava tão furiosa que as veias da testa saltavam, e Viviane, abaixando a cabeça, mal conseguia esconder os olhos vermelhos de inveja.

"Acham que acabou por aqui?", Lívia riu baixinho pensando.

— Já entendi, já entendi. — Teresa franziu a testa.

— Estou preocupada com Vivi! Vocês não sabem o quanto ela amava Bruno e quanto se sacrificou por ele.

— Lívia, deixa o passado para lá. — Viviane estava um pouco aflita.

— Mas eu vou contar! Estou te defendendo! Na época, para ficar com Bruno, você se mudou do nosso dormitório e alugou um quartinho num beco velho perto da escola. Quando fui te visitar, vocês dois, sem dinheiro, tinham que compartilhar um travesseiro e um cobertor de solteiro. O quartinho não tinha nem varanda, a roupa de vocês não tinha onde secar, até a sua roupa íntima e as cuecas dele ficavam penduradas juntas...

— Lívia! — Viviane interrompeu, nervosa.

— E essa nem é a pior parte! Naquela época, para sustentá-lo, você chegou a trabalhar num bar fazendo companhia para clientes. Muitas vezes sendo assediada por bêbados, e uma vez quase foi atacada por um velho tarado que te arrastou para um beco, por pouco não aconteceu uma tragédia...

— Cala a boca! — Viviane levantou-se de repente, batendo na mesa. Um barulho alto ecoou e copos e pratos quase caíram.

Valter, que tinha acabado de servir um copo de uísque, teve a bebida derramada nas próprias pernas com o impacto.

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