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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 245

— Eles me encurralaram. — Disse Lívia, num tom calmo.

— Eles te bateram?

— Bateram.

— Haha... não estou rindo, só estou com pena de você. Mas você não devia ter me ligado, devia ter chamado a polícia.

— O salário deles não foi pago pela construtora. O Grupo Céu Azul sabe disso?

— E você sabe?

— Como eu vou saber?!

— Então eu sei menos ainda. Afinal, o projeto da biblioteca não era responsabilidade minha.

— De qualquer forma, o Grupo Céu Azul é o responsável!

— Por isso eu mandei eles procurarem você.

— Ian!

— Os trabalhadores que vêm do interior não têm vida fácil. Você, Srta. Lívia, não pode pegar o bônus e depois ir embora sem se importar com mais nada.

— Eu já saí do Grupo Céu Azul!

— Então isso não tem mais nada a ver com o Grupo Céu Azul. Resolva você mesma.

Aquilo era pura distorção dos fatos. Cada palavra dita era absurda, sem lógica alguma, mas Ian falava com a maior naturalidade do mundo.

— E se eles entrarem com um processo...

— Que entrem! Se conseguirem pagar um processo. E mesmo que entrem, a gente ainda dá um jeito de jogar a responsabilidade em você!

Lívia cerrou os punhos. Ian realmente levava a canalhice e a falta de vergonha ao extremo!

— No entanto, considerando o que tivemos no passado, eu até posso te dar uma ajuda. — Acrescentou Ian.

— E como você pretende me ajudar?

— Hoje à noite, no Vênus. Quero ver se você tem coragem de aparecer.

Vênus era uma boate famosa na Cidade Y, mas diziam que o ambiente lá era bem pesado.

Ela não sabia o que Ian estava armando, mas tinha certeza de que se fosse, cairia direto numa armadilha.

— Srta. Lívia, por favor, nos ajude. A gente realmente não tem mais saída. — Implorou César, juntando as mãos em sinal de súplica.

Lívia olhou para os homens. Eles realmente levavam uma vida difícil e mereciam compaixão.

— Então é uma pimentinha.

Leandro, na casa dos quarenta, era o presidente da Construtora Império. Ele transitava com facilidade tanto no mundo legal quanto no ilegal, alguém que gente comum não ousava provocar.

— Eu vim aqui para cobrar o pagamento dos salários daqueles trabalhadores. — Disse Lívia, caminhando até a frente e sentando-se diante dos dois.

— Haha! Você acha que é capaz? — Leandro deu um tapinha na própria barriga de cerveja.

— Acho que, se vocês me chamaram aqui, significa que há espaço para negociação, certo?

— Você é realmente esperta. — Leandro sorriu e assentiu.

Enquanto falava, ele se levantou, pegou um copo de bebida à sua frente e colocou diante de Lívia.

— Se a Srta. Lívia nos der a honra, é só beber esse copo.

Lívia franziu a testa. A bebida já estava servida antes de ela chegar, com certeza tinha algo misturado ali.

— E se eu não beber?

— Seria uma afronta. Os meus amigos não vão gostar nada disso.

Lívia olhou para trás. No outro lado do camarote, os homens já tinham se levantado, todos com expressões ameaçadoras. Ou seja, aquele copo, ela querendo ou não, teria que beber.

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