Na delegacia, Lívia olhava para o comprovante de pagamento com a própria assinatura e sentia o coração afundar.
Dois anos antes, Ian havia sido responsável por um projeto de parque de diversões, mas acabou sendo passado para trás pelo contratante. Não só não ganhou dinheiro, como ainda ficou devendo uma quantia enorme a um fornecedor.
Esse fornecedor não era de se deixar abater. Vendo o atraso no pagamento, sequestrou Ian, levou-o para um depósito abandonado e o espancou, ameaçando que, se em três dias não recebesse o dinheiro, arrancaria uma das pernas dele.
Ian ficou apavorado e correu até a empresa para pedir dinheiro a ela.
Naquela época, Lívia era responsável por um projeto de biblioteca, praticamente concluído, e o setor financeiro já havia preparado o pagamento final para a Construtora Império.
Ele insistiu em usar aquela quantia indevidamente. Ela inicialmente recusou, afinal, a responsabilidade também cairia sobre ela.
— Você vai mesmo deixar que eles arranquem a minha perna?! — Ele chorou, ajoelhou-se diante dela, dizendo que não tinha outra saída e pedindo que ela o salvasse.
Lívia acabou cedendo por um momento de fraqueza. Mesmo assim, não lhe entregou o dinheiro diretamente. Consultou Valter e, depois que ele concordou, mandou o financeiro transferir o valor diretamente ao fornecedor.
Nesse processo, era inevitável que a assinatura dela estivesse envolvida. Só que agora, aquilo havia se tornado uma prova usada para incriminá-la.
— Esse dinheiro era o pagamento final que a empresa devia à Construtora Império. Eu pensei que essa conta já tivesse sido quitada dois anos atrás. Mas, alguns dias atrás, a construtora veio nos cobrar a dívida, e só então descobrimos que ela roubou esse dinheiro! Dez milhões! Quanta ganância! Policial, nós vamos processá-la! Ela tem que ir para a cadeia!
Valter apontava para Lívia, com o rosto tomado por uma indignação teatral.
— O que você está dizendo? Esse dinheiro foi entregue ao Ian! — Lívia franziu a testa.
— Senhor policial, está ouvindo? Ela ainda está tentando se justificar, dizendo que deu o dinheiro ao meu filho. Isso não é um absurdo? Além do mais, você tem provas?
Esse tipo de coisa era fácil de verificar. Lívia explicou rapidamente toda a história, dizendo que bastava confirmar com o fornecedor da época para que tudo ficasse claro.
O policial responsável pelo caso fitou Lívia por alguns instantes e disse:
— Esse fornecedor é uma empresa de fachada.
— O quê?! — Lívia se assustou.
— Você autorizou que o financeiro transferisse o dinheiro para uma empresa de fachada. Como explica isso?
— Eu... — Lívia ficou paralisada.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Cadê os próximos capítulos?...
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...