Punhos e pés desabavam sobre seu corpo, e a dor fez Felipe ficar entorpecido por um momento. Ele sabia que estava ferrado. Ao aceitar essa realidade, ainda assim não se conformava. Ele precisava arrastar Lívia junto para o fundo do poço.
Com grande esforço, ele ergueu a cabeça e olhou para não muito longe. Lívia estava envolta nos braços daquele homem de sobretudo preto, tratada com tamanha ternura, como se fosse um tesouro precioso. O ódio fez seus dentes rangerem.
— Sr. Alexandre... ela... ela seduziu o pai adotivo... ela não presta! — Ele gritou com todas as forças. Mesmo com os golpes se tornando ainda mais pesados, chegando a cuspir sangue, ele insistia em levar Lívia à ruína junto com ele. — Ela é uma vadia... um monte de gente já foi para cama com ela... Haha... O senhor é tão nobre... e acabou se casando com uma mulher rodada!
Ao gritar isso, ele já estava quase delirando.
— Ela já estava suja há muito tempo... um pano velho jogado no esgoto...
Alexandre apertou Lívia contra si, tentando impedi-la de ouvir, mas ela ainda assim ouviu.
— Eu não fiz isso, tudo o que ele disse é mentira! — Disse ela, aflita, tentando se explicar.
Alexandre assentiu rapidamente.
— Calma, o que ele disse é tudo mentira. Eu não acredito em uma única palavra!
— Eu não sou suja, não seduzi ninguém, não...
— Eu juro que acredito em você! — Alexandre quis abraçá-la e dizer o quanto confiava nela, mas ela continuava se explicando, se justificando, ficando cada vez mais agitada e desesperada.
Sem alternativa, Alexandre a puxou para perto e lhe deu um beijo firme. Quando ela se acalmou um pouco, ele tirou o próprio sobretudo e o colocou sobre a cabeça dela.
— Não olhe.
Depois de dizer isso, soltou Lívia, virou-se e caminhou rapidamente em direção a Felipe.
Quando estava prestes a chegar, Victor o deteve e lhe entregou um cigarro.
— Uma barata dessas não vale a pena sujar a sola do seu sapato.
Alexandre pegou o cigarro, deu uma longa tragada e, em seguida, afastou Victor, indo até Felipe. No momento em que ele se debatia e voltava a cuspir injúrias, Alexandre estreitou o olhar e pressionou diretamente a ponta do cigarro contra a língua dele.
— Eu errei... não devia ter provocado a Sra. Lívia... eu errei... — Ele realmente não devia ter mexido com Lívia. Subestimou os meios dela e, mais ainda, a terrível natureza de Alexandre. — Eu realmente errei... por favor, me perdoe...
Chorando, ele implorava por perdão. Se ainda conseguisse se levantar, certamente se ajoelharia diante deles, implorando que poupassem sua vida miserável.
Com nojo, Alexandre pisou no peito dele e pressionou com força, fazendo um jorro de sangue sair de sua boca. Não se sabia o que havia quebrado ou se rompido, apenas que os ferimentos eram graves.
— O que você disse agora há pouco?
— Eu estava mentindo... nada... nada era verdade...
— Mais alto.
— Era mentira! Tudo o que eu disse era mentira! — Felipe gritou, com a boca cheia de sangue.
Um lampejo cruel atravessou os olhos de Alexandre, mas ele acabou se contendo. Em seguida, levantou a cabeça e assentiu levemente para Victor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Quero mais capítulos...
Cadê os próximos capítulos?...
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...