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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 33

Pelo visto, a raiva que Ian causou nela foi tanta que Viviane mal conseguiu segurar o prato na mão.

— Lili, come logo o macarrão. — Disse Ian, tentando soar gentil, quase bajulador.

— Vai embora. — Lívia permaneceu fria.

— Lili...

— Eu não acredito em uma palavra sequer dessa história que você inventou.

— Eu estou falando a verdade...

— Fora daqui!

Ian sentiu a raiva subir, mas se conteve.

— Amanhã eu volto para te ver. — Disse, por fim.

Ele se levantou e saiu apressado.

— Ian, espera! Eu te acompanho até a porta! — Viviane largou o que estava fazendo e correu atrás dele, alcançando-o só quando ele já estava na frente do elevador.

— A Lívia também, viu? Você já se humilhou tanto e ela não te perdoa por um erro tão pequeno! — Reclamou ela, com voz mansa.

Ian lembrou-se do motivo de toda confusão e lançou um olhar frio para Viviane.

— Se não fosse por você, a Lili não estaria tão brava.

— Eu... — Viviane abaixou a cabeça. — Eu te amo demais. Não consegui me controlar.

— Amar não é o problema. O erro foi deixar a Lívia descobrir!

— Isso não vai se repetir, prometo.

Ao vê-la cabisbaixa, com as mãos apertando a barra da blusa, tão frágil e arrependida, o semblante dele suavizou um pouco.

— Desta vez, vou deixar passar.

— Obrigada por me perdoar, querido. — Viviane se iluminou de alegria e levantou o olhar.

Ian pareceu satisfeito com a submissão dela, passou o braço em volta de sua cintura e a abraçou.

— Marido, hoje à noite, a gente... — Ela começou a dizer, num tom insinuante.

No dia seguinte, Lívia e Viviane foram juntas para a empresa.

A transferência de trabalho já estava praticamente concluída e Lívia estava pronta para se desligar oficialmente e ir embora. Ela se despediu de todos os colegas, um por um, do departamento de projetos, e começou a arrumar suas coisas. Quando estava prestes a sair, o assistente Diogo do escritório do presidente apareceu, bloqueando sua passagem.

— Srta. Lívia, você pode sair da empresa, mas não pode levar nada com você. Afinal, a senhorita ocupava um cargo importante. Se levar algum documento confidencial, isso pode causar prejuízo à empresa. Precisamos nos resguardar.

— Minha bolsa só tem meus objetos pessoais. Que direito vocês têm de me impedir de levar? — Lívia soltou um riso sarcástico.

— Essa é uma ordem direta do presidente.

Aquele era o lugar onde ela havia trabalhado por seis anos. Mesmo decepcionada, ela não queria destruir todas as boas lembranças.

— Então posso levar só este porta-retratos, tudo bem? — Disse ela, pegando a única foto dela com a mãe.

— Não. — O assistente balançou a cabeça.

Os olhos de Lívia se estreitaram.

Aquilo passava dos limites.

Parece que estava na hora de dar a eles um presente de despedida.

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