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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 348

No momento em que o caminhão estava prestes a passar em alta velocidade, Lívia agarrou Noah e o puxou com força alguns passos para trás.

— Seu covarde, por causa de meia dúzia de palavras já quer acabar com a própria vida? Eu te desprezo! — Sem conseguir conter a raiva, ela gritou com Noah.

Noah, porém, ficou atônito.

— Quando foi que eu quis acabar com a minha vida?

— Sou alguns anos mais velha que você, então hoje vou falar como uma pessoa mais experiente, te dando um conselho. A vida é longa. As coisas ruins e inaceitáveis acabam passando. E quando passarem, você vai perceber que a vida ainda é bela. Noah, não desista assim de si mesmo. Você é uma pessoa maravilhosa. E daí que alguém não gosta de você? Todos nós gostamos de você. Será que não somos importantes no seu coração?

Ouvindo aquilo, as lágrimas de Noah voltaram a cair.

— Cunhada, eu queria que você fosse minha mãe.

— Eu não poderia ter um filho tão grande, mas sou sua cunhada e também sou sua família.

— Sim! — Noah assentiu com força. — Mas eu tenho muito medo de morrer, não pensei mesmo em acabar com a minha vida. Eu só queria ir até a floricultura do outro lado comprar um buquê de frésias, que são as favoritas da minha mãe.

Lívia olhou na direção indicada e realmente havia uma floricultura do outro lado da rua.

As palavras que Leonor tinha dito há pouco foram tão cruéis que quase podiam ser consideradas uma maldição contra o próprio filho, e ainda assim o garoto pensava em comprar flores para ela.

— Não vai comprar nada para ela. — Disse Lívia, um pouco irritada.

— Hã?

— Pelo menos hoje, não.

Lívia puxou Noah para dentro do carro e começou a dirigir em direção à universidade.

Noah ficou um tempo cabisbaixo e calado, depois começou a contar histórias engraçadas sobre como foi ser figurante no set de filmagem. Antes mesmo de terminar, já estava rindo tanto que mal conseguia se endireitar.

Lívia olhou para ele, vendo-o se esforçar para rir, para parecer radiante, e sentiu o coração apertar.

— Por que você experimentou as roupas femininas? — Ela perguntou.

— Porque achei bonito. — Noah ainda sorria e respondeu casualmente.

— Você tem esse tipo de fetiche?

— Claro que não!

— Sem a Maria Luísa, eu não existiria.

Era difícil imaginar que tipo de tortura psicológica Noah tinha suportado todos esses anos. Ainda assim, ele era um garoto tão bom que nem conseguia sentir ódio.

Lívia estacionou o carro do lado de fora da universidade. Noah desceu de cabeça baixa e estava prestes a caminhar até o portão, mas ela o puxou pelo braço.

— Quem disse que vamos à universidade?

— Eu posso não ir? — Os olhos de Noah brilharam.

— Antes de voltar, a gente precisa descarregar a raiva. — Lívia deu um tapinha na testa dele.

— Como assim?

Meia hora depois, finalmente encontraram o grupo de delinquentes num beco. Eles estavam reunidos, fumando. Ao ver Noah, alguns deles se levantaram rindo com deboche e se aproximaram.

— Ah, mudou o penteado? Quer bancar o homem agora?

— Ah, com essa sua cara, não importa o penteado, continua parecendo uma mariquinha!

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