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De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão romance Capítulo 362

Sara entrou trazendo chá. Ao ver que Lívia ainda estava parada do lado de fora da porta, ia abrir a boca para perguntar algo, mas Lívia fez um gesto de silêncio e a puxou até a sala de jantar.

Nelson não iria querer que ninguém visse aquela cena. Então, ela fingiria que não tinha visto nada. Mas ela já havia adivinhado o propósito da visita de Celso à casa dos Marinho naquele dia.

Depois que Celso foi embora, Nelson ainda ficou um bom tempo no escritório antes de sair.

Ele chamou Lívia, com a testa franzida, e só depois de muito tempo falou:

— Sobre o projeto do shopping do Grupo Figueiredo... nós vamos desistir.

Tal como esperado.

Lívia primeiro ajudou Nelson a se sentar no sofá, depois lhe serviu uma xícara de chá quente.

— Tudo bem. — Respondeu ela.

Nelson suspirou.

— Lívia, eu sei que você se preparou por muito tempo para esse projeto, que colocou muito esforço e energia nisso, mas... tudo o que posso te dizer é que sinto muito.

— Tudo bem. — Lívia respirou fundo. — Mas eu preciso saber o motivo.

— Lívia, não pergunte mais.

— Eu sei que Celso veio aqui hoje.

— Você... — Nelson se assustou.

— Ouvi da Sara.

Ela não disse que tinha ido até o escritório e visto aquela cena.

— Ele já teve um papel importante na minha carreira.

— Sogro, isso não é motivo suficiente para ameaçá-lo nem para me convencer. Então, por favor, me diga a verdade.

Nelson balançou a cabeça, ainda relutante em falar.

— Eu não sou sua família?

— Claro que é!

— Ainda mais sendo sua aliada.

— Lívia, você é mesmo inteligente e persuasiva. — Nelson sorriu.

— Talvez eu possa ajudar com algumas coisas. — Lívia sentou-se ao lado dele.

Nelson ficou em silêncio por um momento, depois soltou um longo suspiro.

— Mas... mas então por que o Alexandre disse...

— Porque ele foi hipnotizado.

— Hipnotizado?

Nelson assentiu.

— Depois do acidente com a Malu, a minha esposa enlouqueceu. Ela culpava o céu, culpava a terra e, naturalmente, também culpava o Alexandre por não ter cuidado bem da irmã. E o próprio Alexandre já se sentia extremamente culpado. Depois de meio ano de tortura psicológica por parte da minha esposa, ele finalmente entrou em colapso. Houve uma noite em que acordei de madrugada com uma sensação terrível de inquietação. A primeira pessoa em quem pensei foi o Alexandre, então fui ao quarto dele e percebi que ele não estava lá. Saí correndo para procurá-lo e o encontrei no gramado do lado de fora, já inconsciente.

— O que aconteceu com ele? — Perguntou Lívia, aflita.

— Ele tinha tomado um frasco inteiro de remédios para dormir.

— Meu Deus!

— Naquele momento, eu realmente senti que o meu mundo tinha desabado. Quis pegar meu filho no colo, levá-lo para o hospital, mas minhas mãos e pernas estavam fracas. Demorei um bom tempo até me dar conta de que precisava chamar ajuda.

Ao dizer isso, Nelson abaixou a cabeça. Mesmo naquele momento, ao relembrar, o corpo inteiro dele ainda tremia. A sensação de profundo desespero lhe dificultava a respiração.

Lívia também se sentiu da mesma forma, incapaz de falar por um longo tempo.

— Embora tenha sido salvo, aquela criança acabou entrando em depressão. Depois de um período de tratamento sem grandes melhorias, acabamos optando pela hipnose. Não conseguimos apagar a Malu da memória dele, então transferimos a principal responsabilidade para mim, transformando a culpa dele em ódio contra mim.

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