— O Sr. Nilton só perguntou se você está com pressa para sair. — Disse ele, franzindo a sobrancelha.
— O quê? Como assim?
— O zíper das suas costas não está fechado.
Ela empalideceu e, num gesto rápido, levou a mão para trás, tentando fechar o zíper. Mas, justamente por não ter alcançado antes, é que ele tinha ficado aberto, e agora, por mais esforço que fizesse, não conseguia alcançar. Pensou em pedir ajuda a alguém, mas Alexandre, com o rosto fechado, virou-se para ela.
— Vira de costas.
Lívia piscou, sem entender de imediato. Quando percebeu o que ele queria fazer, hesitou e quis recusar. Mas logo se lembrou que estava ali só para se aproximar dele. Recusar um gesto de gentileza ia contra o seu plano. Com isso em mente, ela virou-se de costas graciosamente.
Nesse momento, mais olhares se voltaram para eles. Olhares curiosos, afiados, intensos. Mesmo assim, ela manteve a postura ereta, com um sorriso tranquilo, como se nada fosse.
Achou que ele apenas puxaria o zíper, simples assim. Mas o tecido ficou preso, Alexandre tentou várias vezes, mas precisou se inclinar mais perto, largando a postura relaxada de antes. Os dedos dele, firmes e frios, roçavam a pele nua das costas dela, talvez sem querer, talvez não. O toque fez seu corpo inteiro enrijecer. Demorou um pouco, mas ele finalmente conseguiu fechar o zíper.
— Da próxima vez, não use roupas assim. — Disse ele, num tom levemente irritado.
— Ah... — Respondeu Lívia, um pouco magoada.
Logo se deu conta, quem ele pensa que é para dizer a ela o que fazer?
Mas ela obviamente ela não ia perguntar isso em voz alta.
— Sr. Alexandre, que coincidência a gente se encontrar de novo. — Disse ela, sorrindo levemente.
Alexandre não respondeu. Encostou-se novamente na cadeira, cruzou as pernas e começou a girar entre os dedos um cigarro ainda não aceso. As mãos dele eram grandes, de articulações marcadas, cheias de força. Lívia se pegou olhando por tempo demais.
— Você se lembra das recomendações do Dr. Ernesto?
— Hã?
— Uma dose de remédio por dia. Evitar comidas cruas, frias, picantes e, principalmente, álcool.
— Eu...
— Eu não bebi uma gota de álcool!
— Então continue assim.
Como assim? Ela sentiu que estavam tendo duas conversas diferentes, sem qualquer conexão.
Lívia tentou voltar ao assunto da negociação, mas, nesse momento, outras pessoas se aproximaram para cumprimentar Alexandre.
Frustrada, Lívia bateu de leve na própria coxa. Na próxima, ela deveria conduzir a conversa.
Enquanto isso, a família Santiago, atrás dela, estava prestes a explodir. Lívia não só tinha sido recebida calorosamente por Júlio, como ainda, acomodada na mesa principal, ao lado de Alexandre, conversou com ele por um bom tempo.
Eles, por outro lado, não tiveram nem metade dessa sorte.
— Estão vendo? Ela só conseguiu isso porque ainda se aproveita do nome da família Santiago! Nós é que deveríamos estar naquela mesa! — Reclamou Teresa, indignada.
— Ian, vá até lá e faça Lívia levantar. Você vai sentar no lugar dela. — Valter franziu a testa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...