Lívia não se importou com ele e continuou segurando a tigela, bebendo a sopa.
A sopa de cogumelos estava realmente muito saborosa.
— Sr. Alexandre, eu e sua mãe já nos conhecemos há muito tempo, praticamente te vi crescer. — Disse o Valter, tentando se apresentar como um ancião importante que merece respeito. Alexandre apenas sorriu levemente, sem responder.
Valter pigarreou. Como Alexandre estava sentado, ele precisaria se curvar, mas sua coluna não estava acostumada a isso, e seu orgulho não permitia que ele se inclinasse com facilidade. Pensando nisso, ele lançou um olhar para Lívia, esperando que ela lhe oferecesse o seu lugar. Lívia se levantou, mas para servir mais uma tigela de sopa para si mesma.
— Sr. Alexandre, a sopa feita no seu hotel é realmente deliciosa.
— Não coma demais. — Alexandre sorriu um pouco mais.
Lívia quase revirou os olhos. Esse homem não conseguia falar nada sem provocá-la.
Valter tinha sido deixado de lado, mas a oportunidade era rara. Ele precisaria continuar bajulando com toda a cara de pau que tinha.
— Sr. Alexandre, você é jovem e talentoso. Ouvi dizer que fez investimentos de sucesso no exterior. O meu filho, Ian, disse que vocês foram colegas de escola. Que tal você me dar o seu contato, e eu peço ao Ian para te convidar para jantar qualquer dia desses? Jovens devem interagir e aprender uns com os outros...
— Cof! — Lívia se engasgou.
A tentativa do Valter de parecer íntegro e respeitável era simplesmente constrangedora. Todo esse tempo ele estava tentando bajular, oferecendo um jantar e uma conversa para mútuo aprendizado?
Se não conseguia se humilhar de verdade, então que não fingisse humildade.
— Se não fosse você falar, eu nem saberia que seu filho foi meu colega de classe. Quanto ao convite, não é necessário. Não gosto de comer com quem não conheço. — Alexandre olhou para Lívia e respondeu ao Valter.
O rosto do Valter parecia ter caído no chão, e era impossível se recompor.
— Sr. Alexandre, não foi isso que eu quis dizer, eu...
— A sopa já esfriou um pouco, não é? — Alexandre perguntou a Lívia.
— Esfriou um pouco, sim. — Ela tomou mais um gole e assentiu.
— Vou pedir para trazerem outra.
— Está bem.
Alexandre acenou, e um garçom rapidamente foi até a cozinha.
— Sr. Valter, vá beber um pouco de sopa também e hidratar a garganta. Caso contrário, suas palavras soarão muito secas. — Alexandre disse calmamente, ao ver que Valter ainda não havia saído.
— Está bom. — Respondeu ele.
— Você não poderia dar uma avaliação melhor para a comida do seu próprio hotel?
— Para mim, "bom" já é uma ótima avaliação.
Lívia pensou que ele era um pouco arrogante, mas, ainda assim, pegou outra perna de caranguejo, retirou a carne e colocou no prato dele. Depois de comer, ela serviu um pedaço de carne de porco assada. Ele franziu a testa, mas acabou comendo também.
— Coma mais alguns vegetais para limpar o paladar. — Disse ela, colocando legumes no prato dele.
Quando a sopa chegou, ela serviu mais uma tigela para ele.
— Sr. Alexandre, está satisfeito com o meu serviço? — Ela perguntou, depois que ele terminou de comer.
— Mais ou menos.
Lívia pensou: "Se 'bom' é uma ótima avaliação, 'mais ou menos' deve ser pelo menos boa". As palavras dele lhe deram confiança.
— Podemos aumentar aqueles "três minutos" que combinamos para "cinco minutos"? — Ela perguntou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...