O rosto de Ramires escureceu, e ele inconscientemente levantou a voz: — Lorenzo!
— Não fique com raiva.
Lorenzo não se assustou nem um pouco, consolando-o em contrapartida: — Ficar com raiva faz mal à saúde. Você está cheio de problemas agora e já está estressado; e se estragar sua saúde, o que fará?
"..."
Lorenzo não era de falar muito; se tomasse a iniciativa de puxar assunto ou não parasse de tagarelar, com certeza estava aprontando.
Ramires se arrependeu de não tê-lo interrompido logo no início, dando-lhe a chance de falar num tom sarcástico.
Mas foi ele quem entrou em contato, e com a diferença de idade e hierarquia, não pegava bem explodir com o rapaz!
— Pare de falar bobagem. Estou falando de coisas sérias — Ramires não teve escolha a não ser mudar de assunto.
Mas Lorenzo não deixou barato: — E não é sério o que eu disse?
Ramires: "..."
Lorenzo também perdeu a paciência, não querendo continuar a conversa: — Se não quer falar, eu desligo.
Após falar, simplesmente encerrou a chamada.
Já era horário de expediente da tarde, e o assistente Felipe retornou do almoço.
Ouvindo o chefe repreender alguém com tanta firmeza, ele não sabia quantas vezes suspirou por Ramires não ser páreo para ele.
Vendo que o chefe desligou, Felipe se aproximou depressa, abriu os dois documentos urgentes que precisavam de assinatura e os estendeu.
Lorenzo folheou sem pressa, pegou a caneta com uma mão e assinou o próprio nome no campo de assinatura.
Ele estava de ótimo humor; a assinatura fluiu rápida, e ao levantar a caneta formou até um pequeno gancho.
Felipe o observou puxar o segundo documento; ao vê-lo terminar de assinar, não conseguiu conter a vontade de olhar para seu rosto. Duvidou fortemente que, se o jovem chefe não tivesse sempre a expressão fria, estaria cantarolando a essa altura, certo?

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