Olívia ficou muito surpresa ao terminar de ler.
Ramires já havia usado problemas financeiros da empresa como desculpa, mas ambos sabiam que era mentira. A empresa estava bem. Ela só não esperava que a Arkhe enfrentasse um problema desses.
Como envolvia vidas, Olívia ficou preocupada e perguntou a Sofia: [Os trabalhadores estão bem?]
Enquanto isso, ela abriu o navegador para procurar notícias sobre o assunto.
Enquanto Sofia respondia, ela já tinha lido as notícias e perguntou diretamente para a amiga: [Isso foi divulgado depois de um mês e se espalhou tão rápido, foi mesmo um acidente?]
Sofia: [Uma repercussão tão grande em poucas horas, que pegou a equipe de relações públicas da Arkhe de surpresa. Uma pessoa comum não conseguiria fazer isso.]
[Você está muito preocupada?]
Olívia não escondeu a verdade: [No começo, fiquei preocupada com os trabalhadores, sim.]
Sofia a confortou: [Com todo o barulho que está rolando, eles não vão se atrever a negligenciar o caso.]
As duas conversaram mais um pouco sobre o assunto. Quando batidas soaram na porta, Olívia encerrou a conversa.
Era Isabel.
No caminho de volta, apesar de tentar fingir que nada tinha acontecido e não perguntar nada, as preocupações na sua cabeça a atormentavam. Sem conseguir dormir depois do almoço, ela decidiu subir e conversar com a filha.
— O que foi?
Ao ver a mãe inquieta e cheia de preocupações, Olívia também levou um susto e abriu a porta para que ela entrasse. — Teve um pesadelo?
Fazia menos de meia hora que tinham voltado. Por melhor que fosse a qualidade de sono de sua mãe, não seria possível que ela tivesse adormecido tão rápido a ponto de ter tido um pesadelo.
— Não, eu não dormi.
Isabel sentou-se com ela no sofá e, sem esperar que Olívia perguntasse de novo, começou a falar: — Estava pensando em você.

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