— Então não tem jeito.
Ramires: ?
Ela desistiu tão facilmente assim?
— Por que você parece tão surpreso?
Olívia perguntou de volta com estranheza, enquanto olhava para a mesa. Tirando os vegetais e a sopa, ainda sobrava mais da metade dos outros quatro pratos.
Quando ela conheceu Lorenzo, ele não estava em um bom estado. Parecia uma marionete sem opinião própria e, basicamente, comia o que quer que a pessoa que o estivesse cuidando lhe desse.
Na época, Olívia perguntou do que ele gostava, mas não teve resposta. Então ela simplesmente o alimentava com base em suas próprias preferências, e Lorenzo não reclamava. Desde que fosse dado por ela, ele comia de tudo.
Isso fez com que Olívia acreditasse que ele realmente não era exigente com a comida e não tinha restrições. Assim, ela tomou a liberdade de pedir os pratos famosos daquele restaurante: cinco acompanhamentos e uma sopa.
Aqueles quatro pratos eram bem apimentados. Então, após a refeição, as tigelas ficaram um pouco manchadas com o vermelho da pimenta.
No entanto, a tigela de Lorenzo estava bem limpa.
Olívia refletiu. Ela se lembrava de Lorenzo ter provado cada prato.
Será que ele só experimentou no começo e não tocou mais?
Se ele não podia comer pimenta, por que não disse diretamente?
Olívia sentiu-se frustrada e sem palavras.
Ela realmente não entendia. Eram apenas preferências pessoais. Que necessidade havia de se forçar a fazer aquilo?
Então, tardiamente, Olívia se lembrou de outro detalhe que havia deixado passar. Parecia que Lorenzo havia repetido a porção de arroz...
Embora um chefe não precisasse fazer trabalho braçal, o cansaço mental ainda consumia energia. E, como ele havia acabado de assumir a empresa, com certeza estava ainda mais ocupado do que ele próprio imaginara. Como ele podia comer tão pouco?

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