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Dei um Tapa no Meu Noivo e Casei com o Bilionário Inimigo Dele romance Capítulo 69

Uma hora depois, Dominic entregou uma Ferrari vermelha.

Levei-a para dar uma volta.

Vento nos cabelos, óculos escuros no rosto, agarrada no volante como se minha vida dependesse disso.

Eu sequer me lembrava da última vez que tinha dirigido, e mal passei de trinta quilômetros por hora, deslizando pela rua como um aposentado sob efeito de calmantes.

Geoffrey estava no banco do passageiro, sorrindo como um instrutor de autoescola orgulhoso, distribuindo elogios como se eu estivesse fazendo voltas em Interlagos.

Mas, depois de algumas quadras, a memória muscular entrou em ação.

Afrouxei o aperto, me inclinei para trás e deixei o motor roncar.

Quando voltei para a garagem, havia um sorriso genuíno no meu rosto.

***

Naquele fim de tarde, assim que eu estava prestes a subir após o jantar, Ashton disse: "O aniversário do meu avô está chegando. Precisamos ir juntos."

"Sim, eu lembro." Parei no meio da escada e fiz um sinal de 'ok' para ele. "Serei a esposa de mentira perfeita. Prometo."

"Os Laurents não são idiotas," ele disse. "Bom, alguns deles, talvez. Se vacilarmos, mesmo que ligeiramente, eles vão perceber. E se alguém começar a achar que eu não estou levando isso a sério... que eu estou usando o casamento para manipular o Vô—"

"Não precisa dizer mais nada. O que você precisa que eu faça?" Deixei-me cair no sofá à sua frente, ainda embalada pela adrenalina da Ferrari e me sentindo inesperadamente disposta a cooperar.

Ele não respondeu imediatamente.

Cruzou uma perna sobre a outra, os longos membros dobrados como se estivesse posando para um editorial da Vogue sem nenhum esforço.

Se esse cara algum dia se cansasse de ser um CEO poderoso, ia bombar nas capas de revistas.

O silêncio se estendeu novamente.

Então:

"Podemos ensaiar", ele disse.

Bem tranquilo. Bem despreocupado.

"Claro." Eu assenti com a cabeça.

Na minha cabeça, "ensaiar" significava algo sossegado.

Um resumo da história por trás.

Um noivado de mentira 101.

Talvez até algumas frases decoradas para eu não acabar dizendo que nos conhecemos no Tinder.

Mas o que recebi foi... coreografia.

Ficamos lado a lado na porta da frente, parecendo dois suplentes prestes a estragar sua grande estreia.

Ashton disse: "Vamos ensaiar como entramos."

Olhei para ele. "Você está de brincadeira."

Ele não estava.

Aparentemente, estávamos ensaiando como se fosse semana de estreia no Teatro Municipal no Estate Laurent. Eu meio que esperava que um diretor de cena aparecesse com cartões de marcação. Era meio divertido, mas também... meio constrangedor. Pelo menos a casa estava vazia. Geoffrey e a equipe tinham saído, então não havia ninguém por perto para me ver passando vergonha de meia e moletom gasto. Me senti mais à vontade. Um pouco.

Olhei para meus chinelos e depois para ele. "Vamos entrar vestidos assim?"

"As fantasias virão depois," ele respondeu, como se não tivesse percebido que eu estava brincando. "Se você andar todo rígido assim, eles vão perceber na hora. Chega mais perto."

"Começamos simples. Com um abraço."

Eu o encarei.

Quer dizer, tecnicamente ele era meu marido agora, mas na minha cabeça eu ainda estava presa naquele espaço esquisito de colegas de apartamento onde o nosso maior laço era compartilhar o Wi-Fi.

Um abraço?

Eu não estava pronta.

Minha alma não estava preparada. Honestamente, até mesmo Rhys e eu raramente nos abraçávamos—e ele era um homem por quem eu estava seriamente apaixonada.

Dei um passo para trás. Ashton deu um para frente. Eu me movi de novo. E ele também. Continuamos nessa dança ridícula até minhas costas baterem na maldita ilha da cozinha e eu não ter para onde mais ir.

Ele inclinou a cabeça levemente, trazendo o rosto na altura do meu. Sua voz era um sussurro grave próximo ao meu ouvido. "Você estaria disposta a tentar, como um favor para mim? Por favor?"

Os pelos no meu pescoço se arrepiaram. Assim como outras partes que eu não ia reconhecer em público. Claro, fiquei extremamente vermelha. Por que esse homem exalava sex appeal como se fosse seu segundo emprego?

Trinquei a mandíbula. "Tá bom. Tudo bem. Vamos fazer isso."

Atuação. Era só isso.

Eu assisti tanta TV quando era criança que conseguia fingir um abraço convincente. Eu poderia canalizar todas as heroínas de comédias românticas que já tiveram que fingir que não queriam pular em cima do protagonista. Moleza.

Ashton abriu os braços, esperando. Respirei fundo, murmurei algo impublicável para mim mesma e entrei em seus braços.

E sim, admito que ele tinha um ar... sofisticado. A camiseta de algodão dele era macia. O corpo dele não era. Envolvi meus braços em volta de sua cintura e logo senti uma muralha de músculos firmes sob aquele tecido casual. Caramba. O cara era montado como uma arma secreta.

As mãos dele pousaram nas minhas costas, uma na minha cintura, outra roçando meu ombro. Ele me deu um leve tapinha, quase um afago. "Relaxa."

Fácil pra ele dizer. Ele não era quem estava tentando não desmaiar com a overdose de feromônios.

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