“Vamos conversar dentro de casa, Madilyn” sugeriu Norton. “Estou tão feliz que você tenha voltado.”
Como se constatou, ele também sabia como Mildred costumava intimidar sua ex mulher e filha.
Entretanto, naquela época seu negócio havia acabado de decolar e mal tinha tempo para lidar com os assuntos familiares. Ele sabia que não conseguiria convencer sua atual esposa a agir com sensatez, então tudo que podia fazer era checar como estava Lorraine.
Ele sempre oferecia compensação à última vez que se encontravam, mas ela sempre recusava. Em vez disso, o criticava por sua traição no relacionamento deles e sua falta de cuidado com Madilyn.
No começo, Norton realmente se sentia arrependido por suas ações, mas aos poucos, aquela bola de culpa desapareceu com o tempo.
Ele não podia arriscar perder o império comercial que havia construído com tanto esforço, nem sua reputação e status social. Relacionamentos, por outro lado, não eram essenciais para ele.
“Chega de fingimento, Norton Sheffield. Não vou concordar com seus termos. E de jeito nenhum vou me submeter às suas arrumações. Tudo que quero é tirar minha mãe daqui. Por favor, traga-a agora, ou então...” Madilyn disse friamente, encarando Norton com olhos fulminantes.
Se olhares matassem, ela teria liquidado o homem ali mesmo.
Não posso acreditar que existam homens tão sem vergonha como ele! Já é ruim o bastante que ele tenha abandonado a mamãe e a mim e nos ignorado por mais de uma década, mas é ainda pior ele agora querer me casar por seu próprio benefício! Argh! É uma vergonha total ser relacionada a ele!
“Ou então o quê?”, interrompeu Mildred, não conseguindo mais segurar sua raiva. “Vamos deixar uma coisa clara, Madilyn... Isso é Xandenia, não Horington.”
Por mais que a mulher odiasse admitir, as ações da jovem a assustaram antes.
E daí se Madilyn está dirigindo um Rolls-Royce? Não importa o quão rica ela fique, não pode mudar o que é inerente a ela desde o nascimento! Espere um minuto... Será que o carro é alugado? Alguém deve ter dado a ideia de bancar essa farsa para ela! Agora que penso nisso, esse carro me parece familiar. Ah! Não pertence ao gerente geral do Hotel Kaiser?

Huh? Não posso acreditar que a preocupação de Mildred seja o carro. Mas, pensando bem, isso não é surpreendente. Afinal, ela é do tipo que sempre julga as pessoas pelas aparências e posses materiais. Em outras palavras, ela é esnobe.
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