Aubree ficou furiosa por não receber uma resposta após algum tempo. Mesmo assim, disse de maneira carinhosa: “Eu escorreguei e caí agora mesmo e acho que acabei piorando a ferida daquele acidente de carro. Está doendo muito.”
No entanto, Lucian respondeu apenas com frieza: “Se a dor for tão intensa, vou pedir a alguém para te levar ao hospital. Vou desligar agora se não houver mais nada. Tenho outra reunião à tarde.”
Parecia que ela estava prestes a cuspir fogo. “Está bem. Volte ao trabalho, então.”
Lucian não perdeu tempo em desligar após ouvi-la.
E ela se contorcia de raiva olhava para a tela do celular.
De pé ao lado, a garçonete falou timidamente: “Deixe-me acompanhá-la ao hospital...”
Antes que pudesse terminar a frase, Aubree interrompeu: “Saia daqui!”
A garçonete ficou apavorada vendo-a usar o mesmo braço que reclamava de dor, para arremessar todos os pratos no chão. Ficou uma bagunça completa em poucos segundos.
A garçonete lamentou interiormente, mas não ousou dizer uma palavra. Só conseguiu limpar a bagunça no chão o mais rápido possível e sair do quarto antes que aquela mulher tivesse mais um acesso de raiva.
Aubree, com os olhos vermelhos, ofegava dentro do quarto. Por que isso está acontecendo? Eu o esperei por tantos anos, nunca reclamei de nada e agora ele está me tratando friamente. Por outro lado, está tratando tão bem aquela v*dia, mesmo após deixá-lo há seis anos! Afinal, O que há de tão bom nela?
Quanto mais pensava, mais furiosa ficava. Após desabafar sua raiva, esmagava os botos do telefone ao discar para Sonya.

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