Samuel franziu a testa. Finalmente entendeu onde surgiu o mal-entendido, mas agora nem tinha chance de se explicar.
Pegou o número de telefone de Sérgio, mas seu dedo parou antes de discar. Não podia ser impulsivo novamente, precisava organizar bem suas palavras.
A porta do escritório foi batida.
— Entre. — Ele disse.
O assistente entrou com alguns documentos.
— Diretor, este é o relatório do exame da Srta. Valentina.
— Tão rápido? — Samuel ficou surpreso.
O assistente apontou para o relógio.
— Diretor, não foi o senhor que determinou que o relatório deveria sair duas horas após o exame?
"Por que estava achando rápido agora?"
Samuel olhou para o relógio na parede. Ele ficou ali pensando por duas horas?
— Cof, cof, passe para mim. — Tossiu duas vezes e pegou o documento.
Como diretor, não era bom que seus subordinados percebessem que ele estava enrolando durante o expediente.
— Se não houver mais nada, pode sair e feche a porta. — Ele ordenou em tom sério.
— Certo, diretor. — O assistente saiu.
Assim que a porta do escritório foi fechada, ele abriu o relatório, deu uma olhada rápida e ligou para Davi.
— A saúde de Valentina está ótima, sem nenhuma sequela do aborto que sofreu cinco anos atrás. — Enquanto falava, enviou o relatório por e-mail.
— Certo. — Davi respondeu com indiferença, sem dizer mais nada.
...
Aeroporto.
Três pessoas aguardavam ansiosas na área VIP de desembarque.
— Quando o tio Walter vai sair? — Sérgio perguntou inquieto. Estava entre a mamãe e a tia, segurando a mão de ambas, enquanto mexia os pés impaciente.
Ele sentia muita saudade do tio Walter.
— Logo. — Laura respondeu. No telão, já mostrava que o avião havia pousado.


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