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Depois da Ruptura: O Bilionário em Desespero romance Capítulo 6

Sophia pegou o celular e enviou uma mensagem para Davi.

[Se tiver tempo, passe no Esplendor do Sol e resolva as nossas pendências antes de ir encontrar sua deusa.]

Após enviar a mensagem, ela se preparou para sair do hospital.

— Srta. Sophia, podemos conversar? — Valentina surgiu de repente, girando sua cadeira de rodas ao lado de Sophia, sem sinal de Davi por perto.

— Parece que não nos conhecemos.

— Srta. Sophia, estive longe de Davi por três anos e queria perguntar como ele tem vivido durante esse tempo. Ele não consegue me encontrar. Será que, nesses três anos, ele ficou tão triste a ponto de não conseguir comer ou dormir direito?

Valentina, magra e frágil, demonstrava uma preocupação genuína por Davi, mas sua voz também carregava um tom de provocação e orgulho.

— Se você quer saber, pergunte diretamente a ele.

— Ele não me diz nada, para não me preocupar.

Sophia não via sentido em continuar aquela conversa desconfortável e se virou para ir embora.

Valentina, de repente, começou a gritar descontroladamente, com lágrimas escorrendo pelo rosto e a voz cheia de desespero.

— Isso não é verdade! Davi disse que esteve sozinho esses três anos, sem mulher nenhuma ao lado dele. Você está mentindo para mim, quer que eu me afaste de Davi, não é?

As palavras de Valentina pararam Sophia no meio do caminho, surpresa. Desde quando ela queria que Valentina se afastasse de Davi?

Valentina, chorando, continuou:

— Davi, será que minha aparição repentina perturbou a sua vida com a Srta. Sophia? Se for esse o caso, peço desculpas, reconheço meu erro. Por favor, não me culpe. Eu posso ir embora, bem longe, e nunca mais aparecer na vida de vocês.

O choro de Valentina era tão angustiante que os outros pacientes que passeavam pelo jardim começaram a olhar para elas.

De repente, Davi apareceu, parando atrás de Valentina, e a repreendeu com raiva.

— Sophia, desde quando você se tornou tão ciumenta? Sabendo que o estado mental de Valentina não está bem, você veio ao hospital para a provocar.

Ciumenta? Ele realmente a chamou de ciumenta?

— Davi, foi ela que veio até mim e disse essas coisas. Não me acuse sem provas. Só porque ela começou a chorar, não significa que sou culpada. — Pela primeira vez, Sophia sentiu a dor de ser acusada injustamente.

Valentina tremia, como se estivesse assustada, e se escondeu atrás de Davi.

— Valentina está no hospital e não tem o seu contato. Como ela poderia ter procurado você para que viesse até aqui?

— Eu vim ao hospital buscar um relatório de exame.

Davi olhou para as mãos vazias de Sophia, deixando claro que não acreditava nela.

Sophia tentou explicar com pressa. Ela não queria se envolver no relacionamento deles, mas também não queria ser injustamente difamada.

— Eu joguei o relatório no lixo depois de ler.

— Continue inventando histórias, Sophia. Nunca pensei que você pudesse mentir assim. Não use truques de mulher comigo, você sabe que detesto isso.

Valentina pousou a mão sobre o peito de Davi, o acariciando para acalmá-lo.

— Davi, não fique irritado. A Srta. Sophia talvez tenha falado sem pensar, não foi por mal. Eu estou bem, não a repreenda mais.

Valentina, tentando ser compreensiva, enxugou as lágrimas com esforço, ofegante e com uma expressão de profunda mágoa.

Sophia só sentia cansaço. Ele não acreditava nela. Davi tinha uma verdade fixa em sua mente, e nada do que ela fizesse ou dissesse mudaria isso.

Bastaria investigar os arquivos da ala de exames do hospital ou revisar as câmeras de segurança para provar sua inocência.

Mas Davi não demonstrou intenção de fazer isso; bastava que Valentina chorasse para que ele acreditasse que Sophia era uma mulher amarga, movida por ciúmes.

O som de uma mensagem chegando em seu celular ecoou pelo bolso da calça social. Davi foi a um canto do corredor e deslizou seus dedos longos pela tela, desbloqueando o aparelho.

Era uma mensagem de Sophia, com um vídeo da câmera de segurança e uma foto do relatório médico, provando que ela não havia mentido nem usado truques para provocar Valentina. Além disso, ela não enviou mais nada, como se conversar com ele fosse um insulto à própria inteligência.

Acima das mensagens, havia um recado dela, dizendo que ele deveria resolver de vez a situação entre os dois.

Davi fechou a tela, com os olhos brilhando de raiva. Ele não sabia se estava irritado com Sophia por expor o joguinho de Valentina ou por ela ter mencionado diretamente a necessidade de definir a relação entre eles.

A noite estava clara sob a luz da lua.

A porta da mansão emitiu um leve som ao ser aberta. Davi, vestindo um sobretudo preto, entrou carregando um envelope de papel pardo nas mãos, trazendo consigo o ar levemente frio da noite de primavera.

Logo após fechar a porta, Sophia surgiu do corredor, com uma touca de banho na cabeça e um copo de milkshake na mão, vinda da cozinha.

Os olhares dos dois se cruzaram, mas ninguém fez menção de cumprimentar o outro. Aqueles que já foram próximos e intensos agora se tratavam como inimigos, estranhos.

Sem trocarem palavras, caminharam em silêncio, um atrás do outro, até o escritório.

Davi se sentou na cadeira principal, enquanto Sophia tomou o assento em frente a ele.

Ambos sabiam o propósito daquela noite: resolver de uma vez por todas a questão do contrato entre eles.

Ele empurrou o envelope pardo na direção dela.

Sophia, achando que se tratava de um documento de rescisão, o abriu, mas soltou uma risada irônica ao ver o conteúdo.

Era um contrato de renovação por mais três anos. O documento estipulava que ela continuaria sendo sua amante secreta e que deveria se ausentar em qualquer evento em que Valentina estivesse presente.

O que isso significava? Que ela não deveria aparecer na frente de Valentina e, sempre que ela estivesse por perto, teria que se esconder?

O que ela havia feito para merecer tamanha humilhação?

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