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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 102

Assim, eu rapidamente vesti o vestido roxo e puxei Cláudio para fora da loja.

Já no carro, Cláudio parecia claramente irritado e reclamou:

— Débora, quem aqui parece ser o casal proibido? Porque, do jeito que você saiu de lá, parece até que a gente é um par de amantes clandestinos!

Eu respirei fundo e respondi de forma séria e direta:

— Cláudio, lembra das vezes que você brigou com o Augusto? Alguma vez você ganhou? Agora, ele não precisa mais usar os punhos para acabar com você. Se ele decidir, ele tira a sua vida. É melhor você acreditar em mim.

— Isso... Isso é tão sério assim? — Cláudio murmurou, ainda em dúvida, enquanto me olhava com certa apreensão. Então, ele perguntou. — Mas, se ele realmente me matasse, você choraria por mim?

Eu fiquei tão irritada que respirei fundo com força e virei o rosto para a janela, recusando-me a continuar a conversa.

Embora tivéssemos saído da loja antes, quando chegamos à mansão da família Ribeiro, o carro de Augusto já estava estacionado.

Cláudio, cerrando os dentes, murmurou com desgosto:

— Augusto sempre tem que ser o primeiro, né? Até nisso ele precisa ficar na frente.

— Não importa. — Respondi, sem paciência. — Eu só vim aqui para devolver o casaco.

Quando Mônica desceu do carro, segurando o braço de Augusto, o impacto foi imediato. Ela usava um vestido champanhe brilhante, extremamente luxuoso, enquanto Augusto, ao seu lado, vestia um impecável terno preto sob medida. Juntos, eles causaram um rebuliço entre os convidados.

Os murmúrios começaram imediatamente:

— Meu Deus, Mônica e Augusto são perfeitos juntos! Acho que não temos chance nenhuma.

— Olha só o vestido dela! É um modelo exclusivo, edição limitada. Dizem que só existe um desses no país! É maravilhoso demais.

— Não diziam que o Augusto era todo reservado e frio? Mas olha como ele mima a esposa! Esse contraste é tão irresistível.

Mônica andava com postura ereta e cabeça erguida, como uma verdadeira rainha, enquanto os olhares de admiração se voltavam para ela.

Cláudio, ao meu lado, disse:

— Débora, me dá o braço. Acredite em mim, você é mais bonita que ela.

— Eu não quero competir com ela. — Respondi, friamente.

Era claro que ele queria mostrar que, em termos de origem familiar, eu não ficava atrás de Mônica.

O problema era que a família Lins não tinha muita relevância no círculo social de Cidade H. Tanto que, mesmo naquele jantar beneficente organizado pela Sra. Joana, a família Lins não recebeu convite algum.

Muitos dos presentes claramente não sabiam de onde vinha a “família Lins” mencionada por Cláudio.

Foi nesse momento que minha sogra, Fabiana, entrou no salão acompanhada de outra mulher de idade semelhante. Ambas lançaram olhares de desprezo na minha direção, sem nem tentar esconder.

Fabiana deu um sorriso cínico e disse:

— A filha da família Lins e um filho bastardo. Até que formam um belo casal.

Eu não consegui me segurar e rebati:

— Pois é, né? Hoje em dia, filhos bastardos e filhas ilegítimas não são nada incomuns, não é mesmo?

Deliberadamente, eu coloquei ênfase nas palavras “filhas ilegítimas”.

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