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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 117

No fim, Igor conseguiu arrancar o gravador da minha mão.

Eu vi, impotente, todo o meu esforço prestes a ser destruído. Desesperada, corri até Augusto e implorei:

— Faça ele tocar o que está gravado! Se o que eu disse não for verdade, eu aceito qualquer punição! Eu até retiro a matéria e peço desculpas a eles, sem hesitar! Augusto, por favor, confie em mim só desta vez. Faça ele devolver o gravador!

Augusto me olhou com aquele olhar sombrio e insondável, em silêncio, por um longo momento. Quando finalmente falou, sua voz era fria o suficiente para me fazer perder qualquer esperança:

— Você tem ideia de que gravar alguém sem consentimento é uma violação da privacidade? É crime, Débora. Pare com isso e venha comigo.

Dizendo isso, ele segurou meu pulso com firmeza e me arrastou para fora dali, sem me dar chance de resistir.

Enquanto ele me levava embora, eu olhei para trás e vi Mônica, Igor e Manuela. Os três estavam parados na porta, com sorrisos arrogantes de vitória estampados no rosto. Eles nem sequer tentavam disfarçar.

Eu estava tão furiosa que sentia meus dentes rangerem. Só faltava um pouco, só um pouco!

Mas Augusto não acreditou em mim. Ele não me apoiou.

Bastava uma palavra de Mônica para ele tomar o lado da família Fonseca, sem questionar.

— Augusto, me solta! — Gritei, com lágrimas de raiva escorrendo pelo rosto. — Seu desgraçado! Me solta agora!

Ele, no entanto, continuou me arrastando até o estacionamento. Assim que chegamos, ele me empurrou para dentro do carro e trancou as portas.

Logo em seguida, Augusto entrou e sentou-se ao volante.

Eu estava com os olhos vermelhos de ódio, mas ele permanecia absurdamente calmo.

— Sobre o que você disse hoje no almoço, sobre sair sem nada. — Ele começou, com aquela voz baixa e controlada. — Acho que devo te explicar. Foi uma decisão da minha mãe, não minha.

Eu ainda estava tomada pelo ressentimento de ter perdido as provas contra a família Fonseca. Meu corpo inteiro tremia de raiva, e eu não tinha a menor vontade de falar com ele.

Mas Augusto, imperturbável, continuou:

— Eu já disse antes, enquanto você não ferir Mônica ou Laís, ninguém vai tirar o lugar de Sra. Moretti de você. Mas, Débora, você passou dos limites. Está indo longe demais! Repetidamente atacando a Mônica, a ponto de prejudicar as pessoas ao redor dela.

— Débora, retire essa notícia. Pare de perseguir Mônica e a família Fonseca. Eu posso te garantir que você continuará como Sra. Moretti sem ninguém te incomodar.

Fechei os olhos com força, tentando conter a dor e a humilhação que estavam me consumindo.

A família Fonseca tinha cometido tantas atrocidades, e eu só tinha feito o que era certo ao expor isso.

Mas, para Augusto, tudo o que eu fizera era uma perseguição injusta.

Passei um bom tempo tentando me recompor, até que finalmente consegui falar com um tom controlado:

— Augusto, não me importa quem você quer que seja a Sra. Moretti. Mas a notícia eu vou continuar escrevendo. E se você ousar me ameaçar de novo, vou colocar suas ameaças na próxima matéria também.

O rosto de Augusto ficou sombrio, e ele franziu as sobrancelhas de forma quase imperceptível antes de dizer:

— Nem o Grupo Moretti nem eu somos tão fáceis de derrubar. Se você e Cláudio querem me desafiar, só estão cavando a própria cova.

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