Nós e Laís até que estávamos nos dando bem.
No entanto, ela simplesmente não parava de comer sorvete.
Eu me aproximei de Natália e comentei baixinho:
— Em só duas horas, ela já comeu quatro. Se continuar assim, será que o estômago dela aguenta?
— E o que importa? — Natália respondeu, sem a menor preocupação. — Essa pirralha é tão ruim quanto a mãe. Você não viu como ela te tratou agora há pouco? Deixa ela comer! Uma boa dor de barriga vai ensiná-la uma lição.
Não sei se era porque eu agora carregava uma nova vida dentro de mim, mas eu sentia uma espécie de compaixão natural por crianças, mesmo com Laís sendo tão difícil.
Quando vi que ela estava indo para a geladeira pegar o quinto sorvete, me coloquei em seu caminho e disse:
— Que tal comermos outra coisa? Um chocolate? Ou talvez… Batata chips?
Laís me olhou com aquele desprezo infantil que ela parecia ter reservado só para mim e gritou:
— Sai da minha frente! Você é só uma empregada. Quem é você pra dizer o que eu posso comer?
Natália, sem paciência, foi direto até a geladeira, pegou mais um sorvete e entregou para ela.
— Come tudo! Acaba com o que tem aí, e se faltar, eu compro mais!
Depois disso, Natália me puxou de lado e sussurrou:
— Eu te avisei pra não se meter com ela. Augusto e Mônica não prestam, então por que a gente deveria se preocupar com a filha deles?
Eu respirei fundo e respondi:
— Ela só está assim porque foi criada desse jeito. Ela é só uma criança, nem sabe o que está fazendo.
Mesmo após o aviso de Natália, eu decidi intervir. Quando Laís terminou o quinto sorvete, me recusei a deixá-la pegar outro.
Como esperado, ela começou a chorar e a gritar:
— Você é uma mulher má! Você está me maltratando! Eu vou contar pro meu pai! Eu quero ir pra casa!
Nesse momento, meu celular tocou. Era Fabiana.
Olhei para o relógio e percebi que ela provavelmente tinha ido buscar Laís e descoberto que a menina não estava lá.
Atendi o celular, e a voz furiosa de Fabiana veio do outro lado da linha:
— Débora, onde você está com a Laís? Estou te avisando, se você fizer qualquer coisa com ela, Augusto não vai te perdoar!
Eu mantive a calma e disse, com um tom firme e inegociável:
— Ligue agora mesmo o equipamento da minha mãe.
Se fosse Natália ou até mesmo Cláudio, eles nunca acreditariam que eu faria mal a uma criança.
Mas Augusto acreditava. Ele realmente pensava que eu era capaz de machucar Laís.
Em todos esses anos, ele nunca me entendeu, nunca confiou em mim.
Eu tinha entregado meu coração para ele, mas no fim, foi tudo em vão.
Enquanto isso, Natália recebeu uma ligação de seu pai. Era óbvio que Augusto já havia entrado em contato com ele.
Não sei o que foi dito, mas o rosto de Natália ficou sério de repente.
— Débora, eu preciso voltar para o trabalho. Augusto fez uma denúncia contra o nosso Jardim das Borboletas na Secretaria de Educação. Vou resolver isso e volto assim que puder.
Ela saiu às pressas, deixando-me tomada por um enorme sentimento de culpa.
Eu sabia que tinha arrastado para a confusão as poucas pessoas que ainda estavam ao meu lado.
...
Não demorou muito para que Augusto chegasse.
Mas ele não veio sozinho. Mônica e Manuela estavam com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...