Eu realmente não entendia de onde Augusto tirava tanta autoconfiança.
Até hoje, ele ainda achava que eu me importava com o título de esposa dele. Ainda tinha a ousadia de falar comigo naquele tom de quem estava me concedendo uma dádiva, dizendo para eu “ficar tranquila”.
— Augusto, eu não estou brigando com você. Esse título de esposa, para mim, já não tem mais significado nenhum há muito tempo.
Eu me esforcei para falar com ele da forma mais calma possível, com medo de que, se eu alterasse um pouco o tom, ele interpretasse como birra ou teimosia da minha parte.
Eu sabia que só conseguindo manter a calma ele acreditaria que eu estava sendo sincera, que o divórcio não era uma decisão impulsiva, mas algo que eu já havia ponderado longamente.
Reforcei novamente o pedido de divórcio, e, nesse momento, o sinal vermelho ficou verde.
Augusto manteve os olhos fixos na estrada, mas sua voz saiu baixa e carregada:
— Você tem certeza de que esse título não significa nada para você? Se você não fosse minha esposa, sua mãe não teria tido acesso aos equipamentos do Grupo Moretti, que ainda nem foram lançados no mercado. A família Lins também não teria conseguido sobreviver tanto tempo no mercado instável de Cidade H. Até mesmo agora, no hospital, os especialistas só apareceram porque eu pedi.
Pela primeira vez, fiquei sem palavras diante de Augusto.
Por mais que eu tivesse mil razões para querer o divórcio, ele não mentiu sobre os benefícios que minha ligação com ele trouxe. Eu não podia negar isso.
Talvez ele acreditasse que eu estava presa a ele exatamente por causa dessas vantagens.
Quando percebeu meu silêncio, Augusto segurou novamente minha mão e disse:
— Não vamos brigar mais. Eu prometo que vou fazer de tudo para salvar sua mãe. Agora, seja boazinha e volte para casa comigo. Não faz sentido minha esposa continuar morando de aluguel.
— Eu já saí de lá, e não vou voltar. — Minha resposta foi fria e firme.
Ele não insistiu, estava ocupado demais organizando com Felipe a vinda de especialistas. Augusto queria que todos os maiores nomes da área, tanto no interior quanto no exterior, estivessem disponíveis para tratar minha mãe.
Quando finalmente chegamos ao hospital, os melhores especialistas em medicina intensiva de Cidade H já estavam lá, aguardando.
Provavelmente, Mônica já tinha voltado para casa e feito sua denúncia, e agora Fabiana estava ligando para cobrar satisfações.
Augusto ignorou as ligações, mas o celular continuava tocando sem parar.
Quando Fabiana ligou pela oitava vez, eu finalmente disse:
— Pode ir. Eu fico bem aqui sozinha.
Eu realmente não queria ficar nem mais um minuto na presença de Augusto, o verdadeiro culpado por tudo isso. Se a mãe dele estava chamando, melhor ainda.
Mas, dessa vez, Augusto desligou o celular e, com um tom calmo, respondeu:
— Eu só vou embora quando sua mãe estiver estável.
Eu ri friamente por dentro. Agora Augusto queria bancar o marido exemplar. Esse jeito dele de se enganar, de fingir ser um homem responsável e dedicado, era tão convincente que talvez até ele acreditasse que era mesmo um marido raro e admirável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...