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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 176

Chegar a esse ponto e ele ainda achar que tudo o que eu fazia era por uma disputa com Mônica pelo título de “Sra. Moretti”?

— Pense o que quiser. — Eu disse, esboçando um leve sorriso. — É só me avisar quando quiser marcar o divórcio. Eu não vou demorar nem um segundo.

O perfil frio e austero de Augusto permaneceu rígido, mas ele não respondeu nada.

Meia hora depois, chegamos à casa da família Lins.

Os negócios da família Lins não iam bem há algum tempo, e eles já não organizavam mais grandes celebrações. Mesmo o aniversário de trinta anos de casamento de Sérgio e Maria seria apenas um jantar simples, reservado à família.

Assim que chegamos à porta, lembrei-me, num súbito, de que havia esquecido de comprar um presente para os meus pais. Aparecer de mãos vazias em uma data tão especial parecia completamente inadequado.

Enquanto eu me culpava por isso, vi Augusto descer do carro, abrir o porta-malas e tirar de lá dois presentes que ele já havia preparado.

Eu fiquei surpresa. Não esperava que ele tivesse pensado nisso antes de mim. Era inegável que, quando se tratava de manter as aparências, Augusto era muito mais meticuloso do que eu.

Não importava o quanto brigássemos ou discutíssemos em particular, enquanto a fachada não fosse oficialmente rompida, ele fazia questão de manter a polidez e a compostura.

E os presentes dele não eram apenas caros, mas também bem escolhidos.

Para Sérgio, Augusto trouxe um conjunto de xadrez antigo, uma peça de colecionador. Para Maria, ele comprou uma bolsa de edição limitada de uma marca de luxo.

Meus pais ficaram radiantes. Sérgio, empolgado, convidou Augusto imediatamente para jogar uma partida de xadrez com ele.

Enquanto isso, Maria me puxou para a sala de estar, falando baixo:

— Vocês dois se reconciliaram, não foi? Até a Sra. Joana apareceu para te apoiar, e toda a verdade sobre as mentiras da Manuela foi revelada. Augusto deve estar se sentindo culpado com você, não?

Eu não queria estragar a noite dos meus pais com explicações desnecessárias, então apenas murmurei um “hum” como resposta.

Logo a comida ficou pronta, e nós quatro nos sentamos à mesa. A ausência de mais pessoas fazia o ambiente parecer um pouco vazio.

Olhei para Maria e perguntei:

— Mãe, onde está meu irmão? Hoje é um dia tão importante para vocês dois. Por que ele não veio?

Maria pareceu um pouco desapontada. Ela suspirou antes de responder:

Quando colocamos as taças de volta na mesa, os olhos de Maria estavam ligeiramente marejados.

— Não foi fácil para mim e para o Sérgio chegarmos até aqui. — Ela disse, com a voz embargada. — Na verdade, nenhum casamento é fácil. Chegar juntos à velhice é uma sorte, um presente. Augusto, você pode me prometer uma coisa? Cuide bem da Débora. Não deixe que essas mulheres de fora a machuquem.

Houve um leve desconforto no rosto de Augusto. Parecia claro que ele não gostava da forma como Maria falava de Mônica. Mas, talvez pelo respeito ao momento, ele reprimiu qualquer resposta negativa.

— Eu sei.

A resposta dele foi breve, e o tom, quase indiferente.

Eu me lembrei da época em que Augusto veio à família Lins pedir minha mão em casamento. Naquele dia, Maria disse algo muito parecido: pediu que ele me tratasse bem.

Naquela época, cada palavra dele era sincera, carregada de verdade. Ele parecia realmente acreditar no que dizia.

Hoje, porém, a resposta dele era tão vazia que quase arrancava a máscara de homem perfeito que ele insistia em usar.

Sérgio, como homem, parecia menos sensível a essas nuances. Ele não notou o desconforto de Augusto e, sem perceber, tocou em um assunto ainda mais delicado:

— Augusto, já faz tanto tempo que você e Débora perderam o primeiro bebê. Não acham que está na hora de tentarem outro?

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