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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 178

— Não importa. — Disse Augusto, com o rosto inexpressivo. — Já se passaram três anos. É verdade, deveríamos ter outro filho. Talvez assim você finalmente aprenda a se comportar.

Ao ouvir essas palavras, pensei no bebê que carregava em meu ventre. Meu tom saiu trêmulo:

— Augusto, mande o motorista parar o carro agora! Caso contrário, eu pulo!

Embora fosse uma ameaça vazia, já que jamais colocaria em risco a vida do meu filho, o motorista se assustou com a possibilidade. Ele imediatamente travou as portas do carro, num reflexo apressado.

Talvez Augusto não esperasse uma reação tão intensa da minha parte. Sua expressão carregava uma mistura de desagrado e confusão. Para ele, eu deveria ser aquela Débora de sempre, que corria atrás dele, o bajulava e parecia incapaz de se afastar, mesmo que ele tentasse.

Nesses três anos, toda vez que tínhamos uma relação íntima, ele fazia questão de tomar precauções. Não importava o quanto eu tentasse provocá-lo, não importava o quanto eu insinuasse querer outro filho, ele nunca cedia.

Na maioria das vezes, assim que terminávamos, ele saía do quarto sem sequer me dar a chance de engravidar. Mas agora que ele estava disposto, eu não queria mais.

Quanto ao bebê que eu carregava, eu o considerava um presente de Deus — uma bênção que me deu alguém com quem compartilhar o mesmo sangue. Mas eu jamais deixaria Augusto saber da existência dele.

O silêncio dentro do carro era tão denso que parecia amplificar os sons. Eu quase podia ouvir a respiração de Augusto, que ficava cada vez mais pesada e irregular. Olhei para ele de relance e percebi que suas orelhas e as laterais do rosto estavam avermelhadas.

Ele estava encostado no assento, com os olhos fechados, pressionando a testa franzida com os dedos, como se estivesse lutando contra algo.

Será que o remédio que minha mãe o obrigou a tomar era algum tipo de estimulante sexual?

Foi nesse momento que o carro finalmente chegou à casa em Brisa do Mar.

Eu desci do carro apressada, pronta para ir embora, mas Augusto segurou meu pulso com força e começou a me arrastar para dentro da casa.

— Augusto, me solta!

Apesar de ter uma aparência esguia, a força dele era impressionante. Eu não conseguia me livrar e fui puxada por ele até o interior da casa.

A palma da mão dele estava tão quente que parecia queimar minha pele.

Quando chegamos ao quarto, ele me empurrou contra a porta enquanto tirava o casaco. O Augusto, sempre frio e controlado, parecia outra pessoa naquele momento.

Eu estava apavorada. Minha voz saiu embargada, uma mistura de raiva e medo:

— Augusto, você não pode me tocar!

— Por quê?

Num ato desesperado, as palavras saíram da minha boca sem pensar:

— Augusto, na verdade, eu...

Antes que eu pudesse terminar, o celular dele tocou.

Augusto tinha um hábito peculiar: ele usava toques diferentes para cada tipo de contato. O som que tocava agora era um que eu nunca tinha ouvido antes.

Assim que ele escutou, toda a tensão e o desejo que dominavam seu corpo desapareceram. Ele pegou o celular e atendeu imediatamente.

Ele se afastou de mim, como se estivesse deliberadamente tentando evitar que eu ouvisse a conversa. Mas eu ainda consegui ver, pelo canto dos olhos, que o número era de um contato do Reino Unido.

De repente, meu coração se apertou. Então era isso? Alguma coisa havia acontecido com aquela mulher que ele tinha na Inglaterra?

Antes que pudesse pensar mais sobre o assunto, Augusto encerrou a chamada.

Logo em seguida, ele deu instruções claras ao assistente:

— Prepare o avião. Partiremos em duas horas.

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