Eu fiquei paralisada, encarando Augusto com incredulidade.
Alice estava morta? Como isso era possível?
Mônica chorava desesperada, agarrada ao peito de Augusto.
— Minha irmã se suicidou ontem à noite! As câmeras de segurança mostraram estranhos entrando no quarto dela. Disseram que foram enviados por você! Você é cruel demais! Cruel demais! Ela morreu sem nem ao menos deixar uma palavra para o Augusto!
Eu permaneci imóvel, atordoada. Mesmo sem conhecer Alice, era impossível não se chocar com a morte repentina de uma pessoa, assim, do nada.
Augusto estava pálido como um cadáver. No entanto, seus olhos me perfuravam como lâminas afiadas, como se fossem capazes de arrancar pedaços de mim.
— O que você fez com Alice? O que disse a ela?
Eu mantive minha voz firme e respondi, encarando-o diretamente:
— Apenas pedi que o detetive particular recolhesse uma amostra de cabelo de Alice. Ele me disse que ela já estava dormindo e que sequer percebeu. A morte dela não tem nada a ver comigo.
Os olhos de Mônica brilharam com uma raiva cortante enquanto ela me acusava:
— Então por que minha irmã estava bem antes disso? Por que, justamente depois de você mandar alguém lá, ela se matou? O que você mandou dizer a ela? Minha irmã tinha uma doença mental grave! Ela não podia sofrer nenhum tipo de abalo!
O olhar de Augusto congelou, e ele pronunciou cada palavra como um golpe:
— Eu quero a verdade. Toda a verdade.
Eu levantei a voz, exasperada:
— Esta é a verdade! Se você acha que estou mentindo, ou se tem provas, vá à polícia e me acuse de assassinato intencional! Mas, se não tem provas, então não venha até mim com essas acusações sem fundamento!
Mônica ainda chorava ao meu lado, gritando:
— Não há câmeras no quarto da minha irmã! Você sabia disso e aproveitou para fazer o que quis sem deixar rastros. Pode não haver provas, mas isso não significa que você seja inocente!
Augusto não insistiu mais nas perguntas. Mas, pelo olhar dele, estava claro que, no fundo, ele já havia me condenado como culpada pela morte de Alice.
Ele desviou os olhos de mim e os fixou na cama onde minha mãe inconsciente estava internada. Sua voz saiu fria, cruel, como uma lâmina afiada:
— Alice não pode morrer em vão. Ou sua mãe paga por isso, ou você mesma paga.
Meu coração disparou. Eu me aproximei dele, segurando seu braço com força, e gritei:
— Augusto, o que quer que exista entre nós, resolvemos entre nós! Se você machucar a minha mãe, eu vou denunciá-lo por assassinato!
— Você acha que vou acreditar nessa mentira?
Ele estava certo de que suas precauções eram infalíveis e que não havia a menor chance de eu estar grávida.
Sem trocar mais palavras, Augusto chamou os seguranças. Ele sequer me deu outro olhar antes de ordenar que me tirassem dali.
Enquanto eu era levada para fora, passei por Mônica, que me lançou um sorriso vitorioso, completamente alheio à dor que deveria estar sentindo pela morte da irmã.
Eu não resisti. Apenas olhei para as costas daquele homem implacável, que partia sem hesitar. Soltei uma risada amarga. Até mesmo animais ferozes protegem seus filhotes, mas Augusto...Não era capaz disso.
…
Na igreja, a tempestade castigava os degraus de pedra com uma fúria impiedosa.
Eu já estava completamente encharcada. Aquele lugar sagrado, que deveria trazer conforto e redenção, havia se tornado o palco da minha humilhação.
A cada vez que meus joelhos tocavam o chão, a dor era insuportável, como se martelos esmagassem meus ossos. Minha visão escurecia, mas eu continuava.
Um dos seguranças de Augusto me observava de perto, e sua voz cortou o silêncio:
— Augusto ordenou que, a cada ajoelhada, você bata a cabeça no chão e diga “me desculpe”.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
A história é boa mas podia resumir ela e tirar muita coisa que tá aí só pra encher... acho que já deu hr de acabar....
Nem percam seu tempo com essa história! Como de já não bastasse toda a crueldade que ela passa nas mãos de todo mundo, aparece um cara que deveria ser o novo interesse amoroso, deveria cuidar dela, ajudar ela a sair dessa situação etc, mas ele é tão ruim quanto! Ela literalmente descreve crises de ansiedade toda vez que tá perto desse homem! O cara é frio, quando ela pede ajuda ele trata ela igual lixo, quando ela NÃO pede ajuda ele trata ela igual lixo, ele não diz que gosta dela e depois fica com raiva por que ela tá confusa sobre as ações dele... Isso pq ele é um homem mais velho e a história tenta fazer parecer que ele é maduro, tá? E infelizmente, aparentemente ela vai ficar com esse homem ruim... Tô fora dessa leitura tenebrosa...
Já não dá mais vontade de ler ,a Débora só se ferra o Augusto e a Mônica e a mãe dele só prejudica ela ....cansativo essa história...
O livro já perdeu a coerência. Primeiro o irmão da Débora ia apresentar a Mônica para a família. Depois a narrativa mostra que foi um acordo entre ele e Débora para se aproximar de Augusto e roubar informações e que já eram namorados há muito tempo. E como ela não saberia que Débora era irmã dele. E assim acabou não indo se apresentar à família. Fora a história de Alice que é sem pé e nem cabeça....
Acho desnecessário colocar essa gravidez do nada eles não se separam logo, Débora não tem um pingo de paz isso que tem 600 capítulos acho que na tentativa de deixar o livro maior tá indo só ladeira á baixo...
Caraca acho que a autora se perdeu, não consegue avançar......
Bora acabar esse livro logo, cadê a parte do divórcio pelo amor de Deus faz a parte por favor!...
Eu gosto da história mais tá cansativo demais ja...
Eu que ja tô perdendo o controle kkkkk chato isso...
A história de Débora e Thiago é um passo pra frente e 10 pra trás...