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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 194

Augusto logo me alcançou e, com a voz grave, disse:

— Você mal consegue suportar a dor de ajoelhar em alguns degraus, mas foi você quem causou a morte da Alice. Ela se jogou do décimo sexto andar. Imagina o quanto ela sofreu?

Eu parei imediatamente e levantei os olhos para encará-lo. A luz da lua iluminava o rosto de Augusto, já naturalmente frio, tornando-o ainda mais impiedoso.

A dor que vinha dos meus joelhos se misturava com a angústia no meu peito, uma combinação sufocante que parecia me prender em uma rede apertada, impedindo qualquer respiro.

Augusto, sem esperar pela minha reação, virou-se e continuou andando, ignorando completamente minha presença.

Quando voltamos ao quarto, o médico estava trocando suas bandagens. Assim que retirou as gazes, viu manchas de sangue rosado e franziu as sobrancelhas imediatamente.

— Como é que o ponto da sutura abriu assim? — Perguntou ele, com um tom sério.

Eu, encostada na parede, observava o ferimento que parecia ter se aberto. Minha mente foi direto para a cena do dia anterior, quando Augusto tentou se limpar sozinho.

Provavelmente, ele havia forçado o corte ao alcançar as costas com o braço.

O médico tratou o ferimento novamente e, antes de sair, dirigiu-se a mim com um tom firme:

— A senhora precisa cuidar bem do paciente. Se isso se repetir, o ferimento pode infeccionar.

Augusto estava sentado na beira da cama, com o rosto sombrio. Provavelmente, ele estava pensando em Alice. Eu conseguia sentir o peso do descontentamento e da raiva que ele direcionava a mim.

Fui até o banheiro, enchi uma bacia com água morna e voltei para ajudá-lo a se limpar. Desabotoei sua camisa e comecei a passar a toalha em sua pele com movimentos automáticos, como se estivesse lavando algo sem vida.

Quando meus dedos tocaram sua pele quente, eu reduzi a força instintivamente. Mesmo assim, ele tensionou as costas de repente, como se tivesse levado um choque.

Embora o rosto dele continuasse imóvel, como se estivesse coberto por uma camada de gelo, o pomo de adão se moveu levemente. E, por mais que ele tentasse disfarçar, a fina calça de pijama revelou algo que começava a se erguer.

Fingi que não vi nada. Terminei de limpá-lo, coloquei a toalha de volta na bacia e me virei para sair.

— Débora.

A voz dele, inesperadamente baixa, carregava uma dor contida e algo indefinível que não consegui identificar.

— Com que direito você me odeia?

Eu parei, mas não me virei.

Capítulo 194 1

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