— Então, eu já vou indo. — A voz de Mônica ainda carregava o resquício de um choro, e seus passos eram lentos, como se estivessem pesados de tanta relutância em ir embora.
Augusto, como se tivesse se lembrado de algo, ergueu os olhos e a chamou:
— Ah, amanhã traga a Laís. Meu avô comentou que gostaria de vê-la.
O avô a quem Augusto se referia era Davi Reis, pai de Fabiana, um senhor que passava a maior parte do tempo no exterior. Ele havia retornado a Cidade H há apenas dois meses.
Mônica respondeu imediatamente, com um tom que escondia uma ponta de entusiasmo:
— Vamos na casa do seu avô amanhã? Mas... Com o meu rosto assim... Como vou ter coragem de aparecer?
— Meu avô disse que só quer ver a Laís. — A voz de Augusto foi direta, sem qualquer variação de tom.
Mônica parou onde estava, completamente sem reação. Ela não sabia nem o que fazer com as mãos, que se mexiam nervosamente.
Augusto não perdeu mais tempo e a dispensou com frieza:
— Pode ir. Já está tarde.
Quando Mônica finalmente se virou para sair, ela ainda lançou um olhar venenoso na minha direção, cheio de rancor e ódio.
Eu, por outro lado, achava que levar Laís para visitar o avô de Augusto era algo que não tinha absolutamente nada a ver comigo.
No entanto, para minha surpresa, poucos minutos depois que Mônica foi embora, Augusto levantou os olhos na minha direção e disse:
— Meu avô pediu que você também vá amanhã. Vai ser um jantar em família.
Eu fiquei ligeiramente surpresa. Não era comum ele me incluir em situações familiares.
Embora eu tivesse encontrado o avô de Augusto pouquíssimas vezes, sempre tive uma boa impressão dele.
Quando me casei com Augusto, praticamente todos os parentes dele foram contra. A única exceção foi Davi, que nunca disse uma palavra de reprovação.
Mais do que isso, foi ele quem convenceu Fabiana a aceitar o casamento.
Eu assenti com um simples “tudo bem” e concordei em ir no dia seguinte. É claro que, além do convite, havia outro motivo mais importante: eu queria aproveitar a oportunidade para ver Laís.
...
No dia seguinte, Mônica apareceu para trazer Laís.
Ela vestia um elegante conjunto branco no estilo tweed, com os cabelos perfeitamente alinhados. Estava visivelmente bem arrumada, como se fosse a um evento formal.
— Mamãe, vai comigo! Eu não conheço o bisavô, estou com medo.
Mônica imediatamente olhou para Augusto, com os olhos brilhando de esperança. Ela claramente esperava que ele mudasse de ideia.
Augusto, no entanto, abaixou-se para pegar Laís no colo e disse, com uma voz tranquila e carinhosa:
— Laís, não precisa ter medo. O papai vai estar com você, tá bom? A mamãe não pode ir hoje, mas na próxima vez, quem sabe?
Laís fez um biquinho, mas acabou assentindo com a cabeça.
Vendo aquilo, Mônica percebeu que insistir seria inútil. Mordendo os lábios de frustração, ela se virou e, relutante, foi embora.
Laís, no entanto, ainda parecia ressentida por eu ter recusado a ensinar Mônica a fazer bolos naquele dia.
A relação que eu e Laís havíamos começado a construir parecia ter voltado ao ponto zero.
Ela se aninhava nos braços de Augusto e nem ao menos olhava para mim.
Eu tentei quebrar o gelo:
— Laís, você quer comer alguma coisa? Eu faço para você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Eu paguei pra le mais e nao foi liberado...
Poderia ser mais rápido e lançar mais capítulos por dia...
Quando vai lançar capítulos novos?...
Aí cara toda hora uma reviravolta mirabolante. Pelo amor de Deus, isso já deixou de ser um romance ou drama, parece que a autora só quer prender o leitor para lucrar em cima. Parece que toda a cidade odeia a Débora e só meia dúzia de gato pingado gosta da menina de verdade....
É só o meu ou o de vcs também estão faltando algumas falas ?...
Poxa 3 folhas por dia a autora solta 😔 Quem lê 3 folhas de um livro por dia?...
Autora libera esse divorcio logo, mete um litigioso ai, ta chato pra caramba essa briga de divorcio. Tudo vira empecilho entre Debora e Thiago, quando a autora consegue evoluir a relação dos dois, ela recua dois passos para trás....
Eu só espero o dia que Débora e Tiago finalmente ficarão juntos....
Qual é autora, dê um minuto de paz para a Débora, não é possível que um ser humano possa sofrer tanto assim... Não invente o arrependimento de Augusto para ele e Débora ficarem juntos no final, ele não merece, depois de tudo que fez, não merece mesmo!...
Cada reviravolta ferrando com a vida da Débora, sofro um mini infarto. Será que em algum momento o Augusto vai acordar, entender e aceitar que ele está errado? E quando ele vai enxergar quem de fato é a Mônica? Não dá pra entender se ele de fato a ama, ou a amou ou se ele é apenas um doente que acha que pode pegar tudo que quer. Outra coisa, motivo dele ter forjado a morte da própria filha, tirando da mãe e entregando a outra mulher nao teve nenhuma explicação pra isso... Se alguém entendeu me explique... Pq eu não entendi!...