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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 228

Eu reprimi o incômodo que pesava no meu peito e disse:

— Não importa mais que tipo de pessoas são Glória e Cláudio. De qualquer forma, você já os obrigou a sair do país. Com a distância que vão ter agora, eles não representam mais nenhuma ameaça para você.

O olhar de Augusto pousou no meu rosto, com uma sutileza afiada que quase passava despercebida.

— Eu os mandei embora, e você ficou triste?

Uma chama de raiva subiu rapidamente dentro de mim, e eu o encarei friamente.

— E o que importa se eu fiquei ou não? Quando você traiu o nosso casamento, quando anunciou publicamente o seu relacionamento com a Mônica, ou ontem à noite, quando me deixou sozinha? Por que você não perguntou se eu estava triste nessas horas?

O olhar de Augusto escureceu, e o ar ao nosso redor pareceu congelar.

Eu respirei fundo e engoli as palavras que estavam prestes a sair: “Além disso, eu nunca tive nada com o Cláudio.”

Ele não merecia nenhuma explicação minha.

...

Dois dias depois, o médico veio fazer a última visita e anunciou que Augusto estava completamente recuperado e já podia receber alta. O médico começou a me explicar os procedimentos para a saída do hospital.

Foi nesse momento que o celular, que estava sobre a mesa, começou a vibrar.

Augusto também viu o nome “Cláudio” piscando na tela. Ele franziu levemente as sobrancelhas, dispensou o médico com um gesto e, em seguida, disse:

— Atenda. O quê? Está tão emocionada que nem consegue atender? Então deixa que eu faço isso por você.

Eu sabia que ele estava me provocando, mas não me importei. Na frente dele, deslizei o dedo pela tela e atendi a ligação.

A voz de Cláudio, um pouco rouca, soou do outro lado:

— Débora, meu voo é às três da tarde. Eu queria... Queria te ver mais uma vez. Você... Pode?

Eu não queria criar mais problemas, e estava prestes a recusar quando ouvi Augusto soltar uma risada baixa.

— Vão se ver. Assim, à noite, quando pensar nele, você não vai perder o sono de arrependimento.

Eu sabia que ele estava sendo sarcástico, mas decidi levar como se fosse uma sugestão genuína. Então, respondi a Cláudio:

— Tudo bem, eu te levo ao aeroporto.

Depois de encerrar a ligação, Augusto continuou me encarando. Havia uma frieza crescente em seu olhar, como se ondas de gelo estivessem se formando lentamente.

— Você está bem? — Ele perguntou, com a voz baixa. — Me diga, por que Augusto mudou de ideia? Você fez algum acordo com ele?

— Não fiz acordo nenhum. — Sorri levemente e respondi. — No fim das contas, você é irmão dele. Ele não poderia te destruir completamente, né?

Cláudio soltou uma risada amarga.

— Augusto se importar com isso? Ele é capaz de sacrificar o próprio filho. O que mais ele não faria?

Meu coração deu um salto.

Lembrei que Natália havia me prometido não contar a Cláudio sobre o meu aborto. Então, por que ele disse isso?

Parecendo perceber minha confusão, Cláudio continuou, com a voz carregada de tristeza e melancolia:

— Você estava internada há algum tempo, não é? Foi porque perdeu o bebê, não foi? Eu soube disso quando fui à igreja. O padre que te levou ao hospital me contou.

Eu fiquei em silêncio. Esse assunto era uma ferida profunda que eu não queria abrir.

Cláudio apertou os punhos e, com raiva, disse:

— Você sabe por que eu ataquei Augusto? Naquele dia, quando soube disso, perdi completamente o controle. Não consegui pensar em mais nada. Só sabia que a única pessoa que deveria pagar por tudo era ele!

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