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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 231

O nome que o atendente me disse me deixou completamente atônita.

— Alice? Você está dizendo que o dono desse brinco é Alice?

Eu confirmei, incrédula.

O atendente fez que sim com a cabeça e explicou:

— Isso mesmo. Pelo código gravado nos diamantes, essa peça foi comprada aqui há quatro anos pela Alice.

Saí da loja, e o sol forte do lado de fora parecia me cegar. No entanto, eu sentia um frio percorrer todo o meu corpo.

Por que aquela mulher estava com os brincos de Alice?

Será que alguém roubou os brincos após a morte de Alice? Ou será que Alice nunca morreu?

Mas os documentos que o detetive particular tinha me enviado mostravam que Alice ficou paraplégica depois de um acidente.

A mulher que eu vi ontem à noite, no entanto, corria com passos leves e ágeis. Nada nela indicava que fosse uma pessoa limitada fisicamente.

Determinada a descobrir a verdade, no mesmo dia comprei uma passagem para o Reino Unido. Usando o endereço que o detetive particular tinha me dado anteriormente, fui até o hospital psiquiátrico onde Alice tinha vivido nos últimos quatro anos.

Eu achava que precisaria me esforçar muito para conseguir alguma pista, mas descobri que, após a morte de Alice, Augusto vendeu o hospital psiquiátrico pelo menor preço possível.

Ou seja, aquele hospital já não tinha mais nenhuma ligação com Augusto.

Paguei uma taxa e, sem maiores complicações, eles me encaminharam a uma pessoa que poderia responder às minhas perguntas. Quem me atendeu foi uma enfermeira-chefe de cabelos grisalhos, chamada Grace.

Ao ouvir o nome “Alice”, os olhos azul-acinzentados de Grace perderam um pouco do brilho. Ela me olhou com curiosidade e perguntou:

— Qual é a sua relação com a Alice?

Eu tirei da bolsa uma foto do meu casamento com Augusto e mostrei a ela.

— A Alice é amiga do meu marido.

Eu fui direta. Não quis rodeios e nem me preocupava em esconder nada. Mesmo que Augusto descobrisse, não fazia diferença. Na verdade, seria até bom: ele poderia me ajudar a investigar se a primeira mulher que ele amou estava viva ou morta.

Grace confirmou com a cabeça.

— Sim, foi isso que aconteceu. Naquele dia, por volta das três da tarde, Alice pediu para ficar sozinha e dispensou os cuidadores por um tempo. O quarto dela tinha uma janela de vidro até o chão, virada para o leste. Ela pulou por essa janela.

— Foi aqui. — Grace abriu a porta de um quarto e suspirou profundamente. — Quando o cuidador voltou, encontrou a janela aberta e a cadeira de rodas tombada ao lado. Como o prédio era muito alto, o impacto foi devastador. Ela ficou completamente desfigurada.

Eu me aproximei da janela e a empurrei levemente com as mãos.

— Essa janela é bem pesada.

— Sim. — Grace confirmou. — Por questões de segurança, todas as janelas dos quartos foram reforçadas. É preciso usar as duas mãos para conseguir abri-las completamente.

Eu balancei a cabeça, incrédula.

— Você está dizendo que ela estava sozinha na cadeira de rodas? Ninguém a ajudou?

Era difícil acreditar. Uma pessoa paraplégica, sem ajuda, não teria força para abrir uma janela tão pesada.

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