O nome que o atendente me disse me deixou completamente atônita.
— Alice? Você está dizendo que o dono desse brinco é Alice?
Eu confirmei, incrédula.
O atendente fez que sim com a cabeça e explicou:
— Isso mesmo. Pelo código gravado nos diamantes, essa peça foi comprada aqui há quatro anos pela Alice.
Saí da loja, e o sol forte do lado de fora parecia me cegar. No entanto, eu sentia um frio percorrer todo o meu corpo.
Por que aquela mulher estava com os brincos de Alice?
Será que alguém roubou os brincos após a morte de Alice? Ou será que Alice nunca morreu?
Mas os documentos que o detetive particular tinha me enviado mostravam que Alice ficou paraplégica depois de um acidente.
A mulher que eu vi ontem à noite, no entanto, corria com passos leves e ágeis. Nada nela indicava que fosse uma pessoa limitada fisicamente.
Determinada a descobrir a verdade, no mesmo dia comprei uma passagem para o Reino Unido. Usando o endereço que o detetive particular tinha me dado anteriormente, fui até o hospital psiquiátrico onde Alice tinha vivido nos últimos quatro anos.
Eu achava que precisaria me esforçar muito para conseguir alguma pista, mas descobri que, após a morte de Alice, Augusto vendeu o hospital psiquiátrico pelo menor preço possível.
Ou seja, aquele hospital já não tinha mais nenhuma ligação com Augusto.
Paguei uma taxa e, sem maiores complicações, eles me encaminharam a uma pessoa que poderia responder às minhas perguntas. Quem me atendeu foi uma enfermeira-chefe de cabelos grisalhos, chamada Grace.
Ao ouvir o nome “Alice”, os olhos azul-acinzentados de Grace perderam um pouco do brilho. Ela me olhou com curiosidade e perguntou:
— Qual é a sua relação com a Alice?
Eu tirei da bolsa uma foto do meu casamento com Augusto e mostrei a ela.
— A Alice é amiga do meu marido.
Eu fui direta. Não quis rodeios e nem me preocupava em esconder nada. Mesmo que Augusto descobrisse, não fazia diferença. Na verdade, seria até bom: ele poderia me ajudar a investigar se a primeira mulher que ele amou estava viva ou morta.
Grace confirmou com a cabeça.
— Sim, foi isso que aconteceu. Naquele dia, por volta das três da tarde, Alice pediu para ficar sozinha e dispensou os cuidadores por um tempo. O quarto dela tinha uma janela de vidro até o chão, virada para o leste. Ela pulou por essa janela.
— Foi aqui. — Grace abriu a porta de um quarto e suspirou profundamente. — Quando o cuidador voltou, encontrou a janela aberta e a cadeira de rodas tombada ao lado. Como o prédio era muito alto, o impacto foi devastador. Ela ficou completamente desfigurada.
Eu me aproximei da janela e a empurrei levemente com as mãos.
— Essa janela é bem pesada.
— Sim. — Grace confirmou. — Por questões de segurança, todas as janelas dos quartos foram reforçadas. É preciso usar as duas mãos para conseguir abri-las completamente.
Eu balancei a cabeça, incrédula.
— Você está dizendo que ela estava sozinha na cadeira de rodas? Ninguém a ajudou?
Era difícil acreditar. Uma pessoa paraplégica, sem ajuda, não teria força para abrir uma janela tão pesada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...