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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 256

Não demorou muito para Davi terminar a ligação, e a decepção ficou evidente em seu rosto.

Davi suspirou profundamente e disse:

— Thiago disse que vai passar um tempo fora do país a trabalho. Ele não vai poder voltar tão cedo.

Meu coração pareceu ser preenchido por um peso invisível. Embora essa resposta estivesse dentro das minhas expectativas, o impacto não foi menor do que quando ele já havia me recusado diretamente antes.

Thiago tinha uma rede de contatos extensa e bem consolidada no país. Mesmo estando a milhares de quilômetros de distância, resolver um assunto desses seria apenas questão de alguns telefonemas.

No final das contas, era claro: ele simplesmente não queria se envolver.

Mas eu não tinha do que reclamar. A relação entre mim e Thiago, sustentada apenas pela mediação de Davi e Joana, era tão superficial que mal podíamos ser considerados próximos.

Esses últimos dias, ele já havia me ajudado diversas vezes. Thiago foi além do que qualquer outra pessoa faria, e eu sabia que ele não me devia mais nada.

Cada favor que ele me fez parecia uma dívida enorme, uma que eu jamais conseguiria pagar, nem com o principal, muito menos com os juros. Com que direito eu poderia exigir que ele sempre me ajudasse?

— Vovô Davi. — Eu disse, olhando para o semblante abatido dele e tentando soar confiante. — Não precisamos incomodar o Thiago. Não é como se não tivéssemos outras opções.

Davi me olhou com surpresa e perguntou:

— Você tem outra solução? Que solução?

Eu forcei um sorriso leve e respondi, tentando parecer tranquila:

— Vou conversar com o Augusto. Talvez o que ele disse mais cedo tenha sido só da boca pra fora.

Apesar de saber, no fundo, que Augusto nunca falava algo que não fosse definitivo, tentei tranquilizá-lo. Ninguém jamais conseguia mudar as decisões dele com facilidade.

Nesse momento, Lorena interveio:

— Davi, deixe a Débora tentar. Se não der certo, aí a gente toma uma atitude.

Depois de acalmar Davi, eu fui para o meu quarto e liguei para Augusto.

No entanto, quem atendeu foi Felipe.

Parecia que Augusto já esperava que eu procurasse por ele, pois Felipe foi direto ao ponto:

— Sra. Moretti, o Sr. Augusto está em uma reunião. Se tiver algo urgente, venha diretamente para a empresa.

No caminho para o Grupo Moretti, recebi uma ligação da Dra. Lúcia. Ela me informou que a data do julgamento do meu divórcio com Augusto já havia sido definida: seria no dia 15 deste mês.

Uma sensação estranha de alívio tomou conta de mim. Em pouco mais de dez dias eu estaria livre.

— Eu posso sair de mãos vazias. Suas propriedades, suas ações... Eu não quero nada!

Assim que terminei de falar, percebi uma mudança súbita nos olhos dele. Sempre frios e calculistas, agora eles estavam tomados por uma raiva contida, como um mar revolto prestes a transbordar.

Eu não conseguia entender. Por que ele estava reagindo assim?

Quatro anos de casamento, e ele tinha a chance de sair sem nenhum prejuízo. Não deveria estar satisfeito?

Augusto me encarou, seus olhos pareciam prestes a me perfurar.

— Continue.

Eu o encarei de volta, obrigando-me a ignorar a intensidade do olhar dele, e continuei:

— Mas eu tenho uma condição. Quero fazer um teste de DNA com a Laís. Se ela não for minha filha, eu desapareço da sua vida para sempre. Não vou te incomodar nunca mais. Mas se ela for, quero que você me devolva a guarda dela!

— Sair de mãos vazias... — Ele riu baixinho, repetindo as palavras como se as saboreasse.

Então, a expressão dele endureceu, e ele respondeu com firmeza:

— Débora, você e seu irmão trabalharam juntos para roubar informações confidenciais do Grupo Moretti, causando prejuízos gigantescos à empresa. Sair de mãos vazias é o mínimo que você merece. Não tem o menor direito de usar isso para negociar comigo!

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