Eu me virei, pronta para ir embora, mas a voz de Augusto veio logo atrás de mim, carregada de uma crueldade impossível de disfarçar:
— Você acha mesmo que, só com você, vai conseguir tirar seu irmão dessa? O prejuízo que ele causou ao Grupo Moretti por roubar informações comerciais é suficiente para levar a família Lins à falência. E também é mais do que suficiente para ele apodrecer na cadeia.
Meus passos pararam no mesmo instante, e uma onda de frio percorreu meu corpo. Não era só o frio do ambiente, mas o gelo que as palavras dele provocaram dentro de mim.
Então era isso. O alvo de Augusto não era apenas o meu irmão. Ele queria destruir toda a família Lins.
Eu sabia que, enquanto não cedesse, ele continuaria apertando o cerco, aumentando a pressão, até me deixar sem saída.
Mas, por mais que eu quisesse proteger minha família, voltar para aquele casamento sufocante nunca seria uma opção.
Além disso, eu sabia que Augusto não queria um recomeço, muito menos consertar algo entre nós. O que ele queria era me ver ajoelhada naquela capela, dia após dia, pedindo perdão a Alice, até que ele finalmente destruísse tudo o que restava de mim.
Eu não disse nada. Nem mesmo tive coragem de responder com uma palavra de desafio. Apenas saí do prédio da delegacia em silêncio, carregando comigo o peso da derrota.
No estacionamento subterrâneo, girei a chave do carro várias vezes, mas o motor só emitia alguns estalos fracos antes de morrer completamente.
Desci do carro para verificar o que estava acontecendo, mas, depois de tentar de tudo, percebi que não fazia ideia de qual era o problema. Já estava pegando o celular para chamar alguém que pudesse ajudar quando ouvi o som inconfundível de uma porta de carro sendo destravada bem ao meu lado.
Instintivamente, levantei a cabeça. Sob a luz amarelada do estacionamento, vi Thiago parado ao lado do carro dele.
Ele estava usando um sobretudo cinza-escuro que, com a gola ligeiramente aberta, deixava à mostra o suéter branco de gola alta por baixo. A combinação o fazia parecer ainda mais elegante e reservado, como sempre.
Nossos olhares se cruzaram, e ambos ficamos imóveis por um momento.
Thiago acenou com a cabeça em um gesto educado, mas não disse nada. Ele apenas abriu a porta do carro, claramente sem intenção de prolongar qualquer interação.
Lembrei-me do que estava acontecendo com meu irmão e, num impulso, resolvi abordar o assunto:
— Tio… Ah, não, desculpe. Dr. Thiago. Que coincidência encontrá-lo aqui.
Thiago parou de se mover e lançou um olhar rápido para as minhas roupas úmidas e o cabelo ainda molhado da chuva. Seus olhos se estreitaram levemente, quase imperceptíveis, mas o suficiente para denunciar que ele havia notado o meu estado.
— Você está com algum problema? — Ele perguntou, com a voz calma, mas direta.
Aquela pergunta, feita de forma tão simples, me atingiu de maneira inesperada. Um nó se formou na minha garganta, e meus olhos arderam. Tentei me controlar enquanto assentia, minha voz saindo baixa e hesitante:
— Meu irmão… Ele está preso. Cometeu um erro. Dr. Thiago, será que… Será que o senhor poderia me ajudar? Pode cobrar o que quiser pelos honorários.
Thiago ficou em silêncio por um instante, como se estivesse avaliando a situação. Depois, perguntou:
— O que exatamente aconteceu?
Thiago dirigia com uma calma impressionante, e a segurança que ele transmitia era quase reconfortante. Durante o trajeto, ele olhou pelo retrovisor, e sua voz cortou o silêncio:
— O carro atrás de nós é do seu marido?
Meu coração disparou. Olhei pelo retrovisor e, de fato, o Maybach de Augusto estava nos seguindo a uma distância discreta. Toda vez que Thiago fazia uma curva, ele fazia o mesmo.
Mas aquela estrada… Aquela estrada não levava ao Brisa do Mar. Augusto estava nos seguindo.
Desviei o olhar e respondi, tentando soar indiferente:
— Não precisa se preocupar com ele.
Thiago não disse mais nada, mas percebi que ele pressionou levemente o acelerador, aumentando a velocidade do carro.
Conforme avançávamos, comecei a perceber que o caminho não parecia certo. A estrada que estávamos seguindo era na direção oposta da casa da família Ribeiro.
Não consegui evitar perguntar:
— Dr. Thiago, essa… Essa estrada é para a casa dos Ribeiro?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Já não dá mais vontade de ler ,a Débora só se ferra o Augusto e a Mônica e a mãe dele só prejudica ela ....cansativo essa história...
O livro já perdeu a coerência. Primeiro o irmão da Débora ia apresentar a Mônica para a família. Depois a narrativa mostra que foi um acordo entre ele e Débora para se aproximar de Augusto e roubar informações e que já eram namorados há muito tempo. E como ela não saberia que Débora era irmã dele. E assim acabou não indo se apresentar à família. Fora a história de Alice que é sem pé e nem cabeça....
Acho desnecessário colocar essa gravidez do nada eles não se separam logo, Débora não tem um pingo de paz isso que tem 600 capítulos acho que na tentativa de deixar o livro maior tá indo só ladeira á baixo...
Caraca acho que a autora se perdeu, não consegue avançar......
Bora acabar esse livro logo, cadê a parte do divórcio pelo amor de Deus faz a parte por favor!...
Eu gosto da história mais tá cansativo demais ja...
Eu que ja tô perdendo o controle kkkkk chato isso...
A história de Débora e Thiago é um passo pra frente e 10 pra trás...
Mulheeeer, desenrola essa história por favor. Mais de 600 capítulos e a história segue girando e não sai do lugar…...
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....