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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 271

No meio da confusão, eu me levantei da cama às pressas, cambaleando, e saí rapidamente do quarto. Enquanto atravessava a sala, senti um aroma suave no ar.

Parei na entrada da cozinha e, para minha surpresa, vi Thiago vestido com uma roupa cinza de ficar em casa, mexendo calmamente algo em uma panela no fogão.

Os últimos raios do pôr do sol atravessavam as persianas e iluminavam sua figura, desenhando contornos suaves que suavizavam a frieza habitual dele. Naquele momento, ele parecia quase acolhedor, algo difícil de imaginar.

Ao ouvir o barulho dos meus passos, ele virou a cabeça e lançou um olhar tranquilo na minha direção:

— Acordou?

Senti meu rosto queimar instantaneamente. A vergonha me deixou sem reação, e eu abri a boca várias vezes, mas não consegui perguntar sobre as roupas.

— Foi a diarista que trocou suas roupas. — Ele falou antes mesmo que eu conseguisse dizer algo, como se tivesse lido minha mente. A voz dele era tão natural que parecia estar comentando algo trivial. — Você estava com febre. Continuar com roupas molhadas não era uma boa ideia.

— Obrigada… Dr. Thiago. — Eu agradeci, gaguejando, enquanto meus dedos nervosos apertavam a barra da camisa.

A camisa dele era enorme para o meu corpo, quase chegava aos meus joelhos. Não era nada reveladora, mas, mesmo assim, eu me sentia desconfortável.

Thiago deixou o olhar repousar sobre mim por alguns segundos. Seus olhos eram profundos, difíceis de decifrar, como sempre.

Nesse momento, o som da campainha quebrou o silêncio.

Ele foi direto atender a porta. Era o assistente dele, Caetano, segurando uma sacola.

— Dr. Thiago, aqui estão as roupas e o remédio que o senhor pediu.

Caetano entregou os itens, mas não sem antes lançar um olhar rápido na minha direção, desviando os olhos imediatamente depois.

Assim que Caetano foi embora, Thiago me entregou a sacola. Dentro havia um vestido novo e uma caixa de antitérmicos.

Eu só queria trocar de roupa o mais rápido possível e sair dali.

Mas, quando peguei a roupa e me preparava para voltar ao quarto, a voz de Thiago me parou:

— Tome o remédio primeiro. A canja já está quase pronta. E não gosto de desperdício.

A firmeza no tom dele não deixava espaço para discussão. Relutante, sentei-me à mesa, tentando me convencer de que Thiago era apenas meu tio por afinidade e que ele estava me ajudando por consideração a Davi. Eu precisava parar de imaginar coisas. Devo estar ficando maluca de tanto escrever romance.

Logo, Thiago colocou uma tigela de canja de galinha na minha frente.

O arroz estava cozido até quase se desmanchar, e o caldo claro deixava visíveis os pedaços macios de frango desfiado e os pequenos cubos de cenoura. O vapor quente subia, trazendo um aroma reconfortante.

— Seu marido é bem persistente.

Fiquei confusa por um momento, até que olhei pelo retrovisor e vi o Maybach preto de Augusto seguindo nosso carro.

Ele ainda estava nos perseguindo? Ele ficou todo esse tempo esperando?

Por dentro, eu xinguei: “Que homem doente, que obsessão ridícula!”

— Dr. Thiago, me desculpe. Por favor, ignore ele. — Falei, tentando disfarçar o constrangimento.

Thiago não parecia incomodado com o comportamento de Augusto. Quando estávamos perto do meu prédio, ele disse, com um tom tranquilo:

— Deixe-me te dar um conselho. Respeite o destino das pessoas. Se o seu irmão realmente roubou informações confidenciais, ele deve pagar pelo que fez. Não há por que você se sacrificar tanto.

Eu respondi, com firmeza:

— Ele foi manipulado pela Mônica. Meu irmão é impulsivo, mas não é uma pessoa má. Ele nunca faria algo assim por conta própria.

Thiago deu um sorriso de canto, mas não disse nada. O olhar dele parecia zombar silenciosamente da minha insistência em acreditar no impossível.

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