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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 279

Já estava quase na hora do almoço quando Maria bateu na porta do escritório, convidando-nos para almoçar em casa.

Eu não respondi por Augusto. Afinal, na minha opinião, ele não merecia comer na minha casa.

Ele, no entanto, curvou os lábios em um sorriso autodepreciativo e disse baixinho para mim:

— Deixa pra lá. Se eu ficar, seus pais vão se sentir desconfortáveis.

Depois disso, ele mesmo abriu a porta e respondeu a Maria:

— Não vamos ficar, Maria. Eu vou levar a Débora para resolver uma coisa agora.

Maria ficou surpresa e me olhou como se estivesse preocupada com o que Augusto poderia fazer.

Eu devolvi a ela um olhar tranquilizador. Queria tirar Augusto de casa o quanto antes, para que ele não continuasse a incomodar meus pais.

Assim, saímos juntos da casa da família Lins.

Logo que passamos pela porta, Augusto disse:

— Pedi para a Ana preparar o almoço. Ou, se preferir, podemos comer em algum restaurante.

— Não precisa. — Respondi friamente. — Eu mesma vou para casa e preparo alguma coisa.

Ele parou de andar e franziu as sobrancelhas, com uma expressão séria:

— Você não consegue nem me dar a chance de almoçar com você? Me odeia a esse ponto?

No meu coração, a resposta veio automaticamente: E por que não?

Mas eu já não tinha mais forças para gastar minhas emoções com ele. Mantive a voz calma e respondi:

— Não se preocupe. Eu prometi que vou aparecer à tarde, e vou cumprir. Também quero saber a verdade.

Sem esperar pela resposta dele, entrei no meu carro e dirigi de volta para casa.

Por volta das três da tarde, saí de casa e fui até Brisa do Mar.

Quando cheguei, Mônica já estava lá.

Assim que entrei no hall, ouvi Augusto falando com ela:

— Então peça para alguém da sua casa trazer agora.

Mônica mordeu os lábios, claramente tensa, mas não teve escolha senão concordar.

Ela se virou e foi até um canto para fazer a ligação. Enquanto discava no celular, seus olhos caíram sobre mim, parada na entrada da sala.

— Você… O que está fazendo aqui? — Perguntou ela, com a voz carregada de desconfiança.

Eu a encarei com tranquilidade e respondi:

— Não é da sua conta.

Sem energia para discutir comigo, Mônica desviou o olhar. Augusto continuava esperando pelos pertences de Alice, e ela não podia se dar ao luxo de perder tempo. Com o celular na mão, ela foi para o outro lado da sala, os ombros tensos e a postura rígida.

Cerca de meia hora depois, um funcionário da família Fonseca chegou com uma caixa de madeira de lei, elegantemente trabalhada.

Augusto abriu a caixa pessoalmente. Dentro, os pertences de Alice estavam organizados com cuidado: joias, pequenos objetos e muitas lembranças antigas.

Os dedos de Augusto passaram lentamente pelos itens, até que ele parou diante de uma pequena caixa de joias.

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