— Certo, estou indo agora.
Peguei o material da entrevista e os equipamentos, entrei no carro e segui para o Grupo Moretti.
...
Ao chegar no prédio do Grupo Moretti, estacionei, peguei minha credencial de jornalista e me dirigi à recepção. Informei o nome da minha empresa e apresentei meu crachá.
Como o agendamento da entrevista já havia sido feito com antecedência, a recepcionista não precisou confirmar nada. Ela simplesmente me levou direto para a sala do presidente.
Eu tinha plena consciência de que, se não estivesse usando meu crachá de jornalista, Augusto provavelmente nem me receberia.
Quando a recepcionista abriu a porta e me conduziu até a sala, Augusto franziu as sobrancelhas e, num tom de reprovação, disse:
— Todas as visitas precisam ser agendadas com antecedência. Você não sabia disso?
A recepcionista ficou visivelmente constrangida e respondeu baixinho:
— Sr. Augusto, ela é jornalista do Jornal Horizonte. A entrevista foi marcada há três dias.
Ele ficou sem palavras por um momento e, com um gesto, dispensou a recepcionista.
Ela saiu rapidamente, aliviada, fechando a porta logo em seguida.
Augusto manteve o olhar fixo nos papéis que segurava, sem sequer levantar a cabeça para me encarar, deixando claro que não queria nenhum tipo de diálogo.
Respirei fundo e perguntei:
— Por que você me deu um bolo? Ontem não combinamos tudo? Você tem ideia de quanto tempo fiquei te esperando na porta do cartório hoje de manhã?
Ele continuou virando as páginas dos documentos, sem parar o que fazia, e respondeu com frieza:
— Tive compromissos pela manhã. Não tenho tempo para lidar com questões pessoais durante meu expediente.
— E à tarde? — Dei um passo à frente, encarando-o com firmeza e falando pausadamente. — Hoje eu vou esperar aqui. Assim que você terminar, vamos ao cartório.
Ele finalmente parou o que fazia e levantou os olhos para mim, com um leve traço de sarcasmo no rosto:
— O Jornal Horizonte tem uma política de trabalho bem flexível, hein? Permite que os funcionários usem o horário de expediente para resolver assuntos pessoais sob o pretexto de uma entrevista?
Antes que eu pudesse responder, ele pegou o telefone interno da mesa e ordenou:
— Felipe, venha até aqui agora.
— Sim, estou aqui apenas pela entrevista.
Augusto me encarou por alguns segundos antes de se virar para Felipe e dizer:
— Não há mais nada. Foi um mal-entendido. Pode sair.
Felipe soltou um suspiro audível de alívio e deixou a sala rapidamente.
Eu me virei, tirei do meu bolso o gravador e um caderno, mas meus dedos estavam tão tensos que ficaram pálidos.
Mesmo assim, eu sabia que precisava terminar a entrevista. Mas, acima de tudo, precisava resolver o divórcio com Augusto hoje.
A entrevista levaria pelo menos uma hora. Assim que acabasse, coincidiria com o horário de almoço. Ele não teria mais como usar a desculpa de “estar ocupado com trabalho”.
Se não conseguíssemos ir ao cartório de manhã, eu o arrastaria para lá à tarde, nem que fosse à força!
Augusto parecia acreditar que eu havia recuado. Ele se levantou, caminhou até a mesa de canto e, pessoalmente, colocou um copo de água na minha frente. Em um tom tranquilo, mas carregado de um controle calculado, disse:
— Vamos começar, Débora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...