Eu apertei as mãos com tanta força que os dedos ficaram brancos.
No final, eu não rebati. Apenas desviei o rosto para o lado, permitindo que o silêncio nos envolvesse completamente.
Na manhã seguinte, recebemos notícias da UTI: o estado de Laís havia se estabilizado, e ela já havia sido transferida para um quarto comum.
Eu segui rapidamente a enfermeira e, ao chegar ao quarto, olhei para minha filha deitada na cama, tão pequena e frágil.
Seu cabelo havia sido raspado por conta da cirurgia, e sua cabeça estava envolta em ataduras.
Meu coração doía como se estivesse sendo perfurado por agulhas. Augusto, ao meu lado, observava Laís com um olhar cheio de dor, como se desejasse poder tomar para si todo o sofrimento da menina.
Laís havia acabado de acordar. Seus olhos ainda estavam um pouco perdidos, confusos.
Quando ela recobrou a consciência por completo, seu pequeno lábio tremeu, e ela começou a procurar por Mônica:
— Papai, cadê a mamãe? Eu quero a mamãe…
Augusto se aproximou imediatamente, segurando delicadamente a pequena mão dela. Ele lançou um olhar discreto na minha direção antes de responder com um tom suave e tranquilizador:
— Laís, sua mamãe está muito ocupada com o trabalho no momento. Ela não conseguiu vir. Esses dias, eu e a Débora vamos cuidar de você, tudo bem?
Mas Laís começou a chorar na mesma hora:
— Eu não quero a tia Débora! Eu quero a minha mamãe!
Fiquei parada no mesmo lugar, sentindo como se algo pesado esmagasse o meu peito, me impedindo de respirar.
Eu era a mãe dela, de verdade. Mas só podia ficar ali, calada, ouvindo ela chamar outra mulher de “mamãe”.
Nesse momento, Felipe entrou no quarto e informou que Augusto precisava ir ao departamento de polícia para tratar do acidente de Laís.
Antes de sair, Augusto olhou para mim e disse:
— Fique com Laís. Eu volto o mais rápido que puder.
Ao passar por mim, ele abaixou o tom e me deu uma última instrução:
— Se ela pedir pela mãe, tente distrair ela com algo que ela goste.
Augusto saiu, e o quarto ficou em completo silêncio. Agora éramos só eu e Laís.
Fabiana entrou no quarto logo em seguida, mas me puxou pelo braço e me arrastou para o corredor antes que eu pudesse reagir.
Ela soltou uma risada sarcástica, cheia de desprezo, e disse:
— Viu só? Para Laís, a única mãe dela é a Mônica. Ela só reconhece o Augusto e a Mônica. E você? O que você é, hein?
Eu respirei fundo, tentando conter a raiva, e respondi:
— O que eu sou? Por que você não pergunta ao seu filho? Pergunte a ele o que ele fez!
Fabiana me olhou de cima a baixo, com um olhar cheio de desdém, e disse:
— Se você gosta tanto de crianças, devia aceitar a realidade e pedir o divórcio. Encontre um homem comum, tenha quantos filhos quiser. Ninguém vai te impedir! Você sabe por que Augusto tirou essa menina de você anos atrás? Porque ele achava que você não era digna de ser mãe da filha dele.
Naquele momento, já não importava mais para mim o que Augusto pensava. Mas as palavras venenosas de Fabiana ainda assim me atingiram com força, me fazendo tremer de raiva.
Nesse instante, Mônica saiu do quarto, chorando, e veio até nós.
— Débora. — Ela começou, com a voz embargada. — Fabiana já me contou tudo no caminho. Eu nunca imaginei que Laís fosse sua filha. Mas agora, para Laís, eu sou a mãe dela. Você pode ser generosa e não interferir na vida dela? Por favor, eu te imploro. Não cause na Laís nenhuma confusão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...