Natália pediu para a professora abrir as gravações da câmera de segurança, e as cenas que apareceram na tela me fizeram franzir a testa imediatamente.
Hoje era o aniversário de Rafaela. Ontem eu havia preparado um bolo especialmente para ela levar para a escola.
Os colegas estavam animados, esperando pelo momento de comer o bolo. Mas, no instante em que Rafaela começou a distribuir as fatias, Laís correu até ela e, de repente, esmagou o bolo inteiro no rosto de Rafaela.
Rafaela, claramente tomada pela raiva, empurrou Laís, que caiu no chão.
Eu respirei fundo, tentando conter a irritação, e olhei diretamente para Laís. Com um tom sério, perguntei:
— Você acha que o que fez está certo? Mesmo que seu pai estivesse aqui e assistisse a essas imagens, ele não ficaria do seu lado.
Laís virou o rosto, ergueu o queixo e respondeu com arrogância:
— Eu não vou pedir desculpas! Minha mãe disse que meu pai doou muito dinheiro e brinquedos para o Jardim das Borboletas. Quem vocês acham que são para me obrigar a pedir desculpas?
Ao ouvir aquilo, senti um calafrio. Mônica realmente estava ensinando Laís a seguir por um caminho sem valores.
Quando levantei os olhos, encontrei o olhar provocativo de Mônica.
Ela cruzou os braços, deu um sorriso debochado e, deliberadamente, falou alto para Laís ouvir:
— Débora, dizem que até os animais protegem seus próprios filhotes. Mas você... Só para atingir o Augusto, foi capaz de manipular uma menina de fora para maltratar sua própria filha. Que tipo de coração você tem?
Depois de dizer isso, Laís me lançou um olhar cheio de rancor. Seus olhos infantis estavam carregados de ódio, como se eu realmente fosse a mãe cruel que a abandonou e agora estava ajudando outra pessoa a machucá-la.
Mônica, então, abaixou-se e abraçou Laís, fingindo chorar de forma dramática.
— Laís, meu anjo, como dói ver sua própria mãe sendo tão cruel com você. Ela nem ao menos se importa em lutar por justiça para você...
Ao ver a mãe chorando, Laís começou a fazer um beicinho. Logo as primeiras lágrimas escorriam por seu rosto, como se fossem pérolas de um colar arrebentado. Ela apontou o dedo para mim e gritou, com a voz fina e aguda:
— Ela não é minha mãe! Eu não quero uma mãe tão malvada como ela!
Mônica, percebendo nossa reação, sorriu com descarada provocação e acrescentou:
— Sinto muito, Débora. Eu realmente não esperava ter tanta sorte.
Eu encarei o olhar triunfante dela, mas não senti nada. Sem alterar minha expressão, respondi calmamente:
— Então, parabéns. Mas preciso te lembrar de uma coisa: Augusto ainda não assinou o divórcio. Mesmo que você tenha esse filho, ele será, no papel, apenas um filho ilegítimo.
Natália, sem perder o ritmo, entrou na conversa, aumentando deliberadamente o tom de voz:
— E daí? Hoje em dia, a lei garante que filhos ilegítimos têm os mesmos direitos de herança que os legítimos. Algumas pessoas adoram roubar o marido dos outros, destruir a vida alheia e ainda acham que ganharam alguma coisa! Talvez quanto mais filhos ilegítimos elas tiverem, mais satisfeitas vão se sentir, né?
— Você!
O rosto de Mônica ficou imediatamente pálido. Seus dedos apertaram tanto a barra do vestido que os nós ficaram brancos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...