Ao terminar de falar, Augusto praticamente rangia os dentes de tanta raiva.
Sempre que ele mencionava Thiago, parecia querer partir para cima dele a qualquer custo.
Eu ouvi tudo o que ele disse sem demonstrar nenhuma surpresa.
Com uma expressão fria, respondi:
— Isso foi bem feito para você e para sua mãe! Na noite de Natal, quem foi que trouxe a vó Lorena para a minha casa? Quem foi que ficou colocando lenha na fogueira na frente dela?
Augusto ficou em silêncio por alguns segundos antes de dizer:
— Naquele dia, eu não sabia que a minha mãe faria aquilo. Se eu soubesse, teria impedido. Eu também não queria que a vó Lorena passasse mal.
— Chega! — Retruquei com sarcasmo. — A culpa é sempre dos outros, né? Você sempre tem uma justificativa! Mas, Augusto, me diga: qual dessas confusões não começou por sua causa? Em qual delas você não lavou as mãos e permitiu que acontecessem? Sua mãe e a Mônica viraram o que são hoje porque você deixou. Não tente bancar o inocente na minha frente, é nojento!
Eu me virei e comecei a caminhar em direção ao meu carro.
Ele me seguiu e, antes que eu pudesse entrar, fechou a porta que eu acabara de abrir.
— Eu sei. — Disse ele, com a voz firme. — Agora que você não vê o Thiago, está descontando tudo em mim. Mas, Débora, vou deixar bem claro: você e o Thiago nunca vão ficar juntos! Se eu não estiver enganado, desde que a vó Lorena passou mal, ele não veio mais atrás de você, certo?
Eu encarei os olhos dele, onde um brilho de satisfação passou rapidamente. Senti como se uma pedra esmagasse o meu peito, até que a dor se tornasse insensível.
No fim, eu nem olhei mais para ele. Apenas me virei e comecei a andar em direção à calçada, deixando o carro para trás.
Discutir com ele era inútil. Tudo o que eu queria naquele momento era fugir daquela atmosfera sufocante.
Talvez Augusto tenha pensado que eu estava desistindo, porque correu atrás de mim, segurou minha mão e, com um tom mais suave, disse:
— Volte para mim. Vamos recomeçar. Eu prometo esquecer tudo o que aconteceu entre você e o Thiago.
Eu quase ri de tanta raiva. Soltei minha mão da dele e respondi friamente:
— Por que você não resolve primeiro o que tem com a Mônica? Você não tem o direito de me cobrar nada, Augusto.
O táxi parou em frente ao prédio da empresa.
Depois do Natal, o trabalho estava especialmente corrido. Muitos projetos precisavam ser retomados, e várias entrevistas começaram a se acumular.
Quando eu tinha um momento livre para ir ao café da empresa, Eduarda às vezes aproveitava para conversar comigo.
— Já percebeu? Faz tempo que não vemos o Sr. Thiago. — Disse ela, enquanto tomava um gole de café. — Você acha que ele desistiu de vez da nossa empresinha e decidiu parar de nos ajudar?
Eu lancei um olhar para ela, sem esconder o meu mau humor.
— Está com saudade dele?
Eduarda quase engasgou com o café e fez uma careta.
— Eu? Saudade dele? Não me faça rir! Só de pensar naquela secretária dele, já me dá dor de cabeça. Enquanto ele não aparece, o ambiente aqui fica muito mais leve. Não me importo de trabalhar mais e me cansar mais, contanto que não precise ver a cara da Vitória nos fiscalizando o dia inteiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...