— Essas famílias ricas são mesmo uma bagunça! — Comentou um dos policiais, suspirando. — Vamos lá! Que azar o nosso, daqui a pouco o chefe vai nos chamar para mais uma bronca.
Até eu sair da delegacia, a raiva que queimava no meu peito não tinha diminuído nem um pouco.
Augusto realmente sabia como me irritar!
A própria filha quase sofreu um trauma irreversível por causa dessa situação, e ele ainda estava ocupado em libertar a culpada da história.
Mas as leis não eram feitas por ele!
Qualquer um que machucasse minha filha enfrentaria as consequências, sem perdão ou concessões da minha parte.
No caminho de volta, decidi parar no escritório da minha advogada, Lúcia.
Quando Lúcia soube que minha tentativa de negociar o divórcio com Augusto tinha falhado, ela procurou me tranquilizar:
— Já que ele não quer colaborar, não precisa se apressar. Vamos seguir todos os trâmites legais e aguardar o momento de processá-lo novamente.
A ideia de ter que esperar mais alguns meses para resolver tudo me deixava exausta. Cada dia parecia uma tortura.
Contei para Lúcia tudo o que tinha acontecido desde ontem até hoje, sem omitir nenhum detalhe.
Lúcia, ao ouvir como eu tinha me posicionado firmemente na delegacia, elogiou minha atitude:
— Você fez muito bem. Se conseguirmos que a mãe de Augusto tenha um registro na delegacia, isso solidifica o caso de abuso contra sua filha. Agora, temos provas da traição do Augusto, a gravidez da Mônica já é um escândalo público... Tudo isso está a nosso favor. Quando o caso chegar ao tribunal, com essas evidências, o juiz jamais concederá a guarda das crianças a ele.
— Muito obrigada, Dra. Lúcia. — As palavras dela me deram uma confiança renovada e aliviaram um pouco da ansiedade que eu sentia.
Lúcia sorriu e respondeu com calma:
— O mérito é todo seu. Você foi racional e reuniu provas importantes para o caso. Eu estou apenas ajudando a organizar tudo.
No dia seguinte, levei as meninas até a loja de móveis para comprar a tão esperada cama com escorregador.
A “mulher má” de quem Laís falava, obviamente, era Mônica.
Abaixei-me para ficar na altura dela e olhei diretamente em seus olhos. Com a voz calma, mas firme, respondi:
— Eu tenho um trabalho, Laís. Eu ganho dinheiro, e isso é o suficiente para cuidar de você. Pode ficar tranquila.
Rafaela, sempre esperta, se apressou em completar:
— E, se não for suficiente, eu peço para o meu pai ajudar! Ele disse que, se precisar, é só ligar para ele.
Mesmo assim, Laís continuava com um semblante preocupado, como se tivesse mais coisas na cabeça.
— Aquela mulher disse que o que você ganha em um ano não é nem o que ela ganha em um dia. Mamãe, será que a gente vai acabar pedindo comida na rua?
— Claro que não. — Respondi, acariciando os cabelos dela com carinho. — Eu nunca vou te deixar passar fome. Além disso, não é verdade que ela ganha tanto mais do que eu. Laís, quero que você se lembre de uma coisa: dinheiro não é o que define o valor de uma pessoa. Ela pode até ter muito dinheiro, mas isso não faz dela uma boa pessoa, certo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...