No caminho, meu celular não parava de vibrar.
Ao atender, ouvi a voz de Lúcia, carregada de urgência:
— Débora, onde você está? Faltam dez minutos para a audiência começar!
— Desculpa, Lúcia, estou com um problema urgente. Por favor, peça um adiamento para mim. Prometo que vou te explicar tudo depois…
Enquanto falava, eu acelerava o carro em direção ao hospital onde minha mãe estava internada.
...
Assim que estacionei no hospital, peguei minha bolsa e corri para o elevador do estacionamento, sem tirar os olhos da tela do celular, que exibia as imagens do monitoramento.
Alice ainda estava ajoelhada ao lado da cama da minha mãe. O que ela estava fazendo?
Meu coração parecia que ia explodir de tanta ansiedade. Eu estava a poucos segundos de finalmente conseguir confrontá-la!
O elevador chegou ao andar da enfermaria da minha mãe. Assim que as portas se abriram, saí correndo, mas acabei trombando com força no peito de um homem.
A mão dele agarrou meu pulso com firmeza, e uma voz bem conhecida, carregada de tom brincalhão, chegou aos meus ouvidos:
— Débora, para onde você vai com tanta pressa?
Levantei o rosto de repente e fiquei surpresa ao ver Cláudio ali.
Eu não tinha tempo para perguntar por que ele tinha voltado do exterior. Soltei meu braço e disse apenas:
— A gente se fala depois.
— Ei, espera! — Ele deu alguns passos rápidos e se colocou na minha frente, arqueando a sobrancelha. — O que é tão importante assim para te deixar desse jeito? Agora eu estou curioso.
— Sai da minha frente!
Empurrei-o com pressa, mas meus olhos caíram, sem querer, na tela do celular.
Alice não estava mais no monitoramento. Ela tinha ido embora…
Provavelmente foi durante aqueles poucos minutos em que Cláudio me atrasou.
Furiosa, gritei com ele:
— Você tinha que aparecer logo agora? Nem antes, nem depois, mas exatamente agora! Eu sou muito azarada de te encontrar!
Assim que terminei de falar, um pensamento assustador me surgiu. Segurei o braço dele com força e o encarei com desconfiança:
— Você não está envolvido com Alice, está? Como pode ser tanta coincidência?
Cláudio ficou paralisado por um momento antes de franzir a testa:
— Débora, você ficou maluca? Alice… Não morreu faz tempo?
A confusão no rosto dele parecia genuína, e eu sabia que tinha feito essa acusação sem pensar direito.
— Não me siga!
Eu estava a um passo de pegar Alice, mas Cláudio apareceu e interrompeu tudo. Agora, todas as pistas tinham se esgotado novamente.
Provavelmente meu tom duro o assustou, porque ele não tentou me seguir.
Quando cheguei ao quarto da minha mãe, peguei o celular e abri o vídeo da câmera para assistir à gravação novamente.
A mulher no vídeo ainda usava uma máscara, então só seus olhos estavam visíveis.
No entanto, ao segurar a mão da minha mãe, seus ombros tremiam levemente, e seus dedos acariciavam de forma suave o dorso da mão dela. O gesto parecia mais de alguém chorando, não de alguém querendo fazer mal.
Ela não tocou em nenhum dos aparelhos do quarto, nem deixou qualquer objeto para trás.
Eu só conseguia sentir que havia algo muito estranho por trás de tudo isso.
Quem era essa mulher? Seria mesmo Alice?
Ou talvez fosse mais uma das armações de Mônica? Algum truque para me confundir?
Enquanto minha mente tentava organizar os pensamentos, meu celular tocou de repente. Era Augusto.
Eu hesitei por dois segundos, mas decidi contar sobre Alice para ele.
Augusto tinha muitos contatos. Se ele viesse para cá, talvez conseguisse acessar as câmeras de segurança do hospital e encontrar alguma pista muito mais rápido do que eu conseguiria sozinha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...