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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 51

Quando encheram o primeiro saco de sangue, gotas de suor frio começaram a escorrer pela minha testa. Minha cabeça girava tanto que eu sentia náuseas, e o lustre no teto parecia se transformar em manchas borradas de luz.

O médico percebeu meu estado e disse, preocupado, para Augusto:

— Sr. Augusto, a paciente está em estado crítico. Se continuarmos a retirar sangue, temo que ela…

Augusto franziu as sobrancelhas, olhou para o saco de sangue cheio e perguntou:

— Essa quantidade é suficiente para a minha filha?

— Bem… — O médico suspirou e respondeu. — Aqui temos apenas 200ml. Sua filha precisa de pelo menos 600ml para hoje.

Eu estava recostada na cadeira reclinável, prestes a desmaiar. O médico, sem um comando de Augusto, não ousava remover a agulha do meu braço.

Tudo à minha volta parecia ficar cada vez mais embaçado. Meu campo de visão se reduzia, e os contornos do rosto de Augusto, afiados sob a luz branca, ficavam cada vez mais nítidos. Seus olhos, frios e implacáveis, eram a última coisa que eu conseguia focar.

O médico perguntou, hesitante:

— Sr. Augusto, devemos continuar?

— Continue.

Ele disse apenas uma palavra. Fria, cortante, como uma faca que rasgava minha jugular sem hesitação, sem piedade.

O sangue quente continuava a ser drenado do meu corpo, mas a cada segundo que passava, a temperatura do meu corpo parecia cair mais e mais.

O homem que um dia prometeu me amar por toda a vida agora não se importava se eu viveria ou morreria, desde que meu sangue pudesse manter sua filha ilegítima viva.

O mal-estar me dominava. Fechei os olhos devagar, sentindo algo frio escorrer pelo canto deles.

Eu me recusei a acreditar que fossem lágrimas. Chorar por ele seria um desperdício!

Antes que minha consciência se apagasse completamente, ouvi vozes apressadas e alarmadas ao meu redor:

— A pressão dela está despencando! Rápido, 1 miligrama de adrenalina, via intravenosa!

— A temperatura do corpo caiu para 35 graus!

— Você acordou? Como está se sentindo?

A voz dele, sempre tão fria, carregava agora um tom de leve preocupação.

Mas minha mente ainda estava presa à sala de doação de sangue, onde a lembrança de sua crueldade e determinação era nítida como uma faca recém-afiada.

Eu estava tão exausta que nem tinha forças para odiá-lo.

Augusto, percebendo meu silêncio, pareceu pensar que eu estava chateada por causa do que aconteceu.

Ele levantou a mão e afastou uma mecha de cabelo que caía sobre minha testa, prendendo-a atrás da minha orelha. Com um tom mais paciente, ele disse:

— Sinto muito. Naquele momento, se você não salvasse a Laís, ela teria morrido.

Minha voz saiu fraca, quase inaudível:

— E a minha vida?

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