Quando encheram o primeiro saco de sangue, gotas de suor frio começaram a escorrer pela minha testa. Minha cabeça girava tanto que eu sentia náuseas, e o lustre no teto parecia se transformar em manchas borradas de luz.
O médico percebeu meu estado e disse, preocupado, para Augusto:
— Sr. Augusto, a paciente está em estado crítico. Se continuarmos a retirar sangue, temo que ela…
Augusto franziu as sobrancelhas, olhou para o saco de sangue cheio e perguntou:
— Essa quantidade é suficiente para a minha filha?
— Bem… — O médico suspirou e respondeu. — Aqui temos apenas 200ml. Sua filha precisa de pelo menos 600ml para hoje.
Eu estava recostada na cadeira reclinável, prestes a desmaiar. O médico, sem um comando de Augusto, não ousava remover a agulha do meu braço.
Tudo à minha volta parecia ficar cada vez mais embaçado. Meu campo de visão se reduzia, e os contornos do rosto de Augusto, afiados sob a luz branca, ficavam cada vez mais nítidos. Seus olhos, frios e implacáveis, eram a última coisa que eu conseguia focar.
O médico perguntou, hesitante:
— Sr. Augusto, devemos continuar?
— Continue.
Ele disse apenas uma palavra. Fria, cortante, como uma faca que rasgava minha jugular sem hesitação, sem piedade.
O sangue quente continuava a ser drenado do meu corpo, mas a cada segundo que passava, a temperatura do meu corpo parecia cair mais e mais.
O homem que um dia prometeu me amar por toda a vida agora não se importava se eu viveria ou morreria, desde que meu sangue pudesse manter sua filha ilegítima viva.
O mal-estar me dominava. Fechei os olhos devagar, sentindo algo frio escorrer pelo canto deles.
Eu me recusei a acreditar que fossem lágrimas. Chorar por ele seria um desperdício!
Antes que minha consciência se apagasse completamente, ouvi vozes apressadas e alarmadas ao meu redor:
— A pressão dela está despencando! Rápido, 1 miligrama de adrenalina, via intravenosa!
— A temperatura do corpo caiu para 35 graus!
— Você acordou? Como está se sentindo?
A voz dele, sempre tão fria, carregava agora um tom de leve preocupação.
Mas minha mente ainda estava presa à sala de doação de sangue, onde a lembrança de sua crueldade e determinação era nítida como uma faca recém-afiada.
Eu estava tão exausta que nem tinha forças para odiá-lo.
Augusto, percebendo meu silêncio, pareceu pensar que eu estava chateada por causa do que aconteceu.
Ele levantou a mão e afastou uma mecha de cabelo que caía sobre minha testa, prendendo-a atrás da minha orelha. Com um tom mais paciente, ele disse:
— Sinto muito. Naquele momento, se você não salvasse a Laís, ela teria morrido.
Minha voz saiu fraca, quase inaudível:
— E a minha vida?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
A história de Débora e Thiago é um passo pra frente e 10 pra trás...
Mulheeeer, desenrola essa história por favor. Mais de 600 capítulos e a história segue girando e não sai do lugar…...
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...
AUTORA SOMOS UMA PIADA PARA VOCÊ? 🤡 Alguém demite essa mulher! QUE PALHAÇADA VIROU ESSE LIVRO. Anda 10 passos, volta 9🤡...
Nossa , ela vai voltar com o Augusto de novo .. nossa que chatisse tá virando isso...