— Laís, para de chorar! Veja se o porteiro está por aí. Peça para ele deixar você e Rafa esperarem na guarita. Não fiquem correndo por aí na chuva! Já estou a caminho, chego rapidinho!
Minha voz saiu acelerada, cheia de preocupação, enquanto eu repetia as instruções.
No caminho, mantive a ligação com as meninas o tempo todo, com medo de que algo pudesse acontecer.
Por dentro, porém, eu xingava Augusto de todas as formas possíveis. Ele havia prometido com tanta convicção que levaria Laís para passear, mas, no final, deixou duas crianças esperando na chuva, sem dar notícias.
Depois de quarenta minutos dirigindo, finalmente cheguei ao portão da escola.
Assim que estacionei o carro, vi duas pequenas silhuetas encolhidas debaixo da marquise, tremendo como dois pintinhos molhados.
Abri a porta do carro apressada e corri até elas, pegando as duas nos braços e levando-as para dentro do veículo.
— Eu não disse para vocês irem para a guarita do porteiro? Por que ficaram na chuva esse tempo todo?
Minha voz saiu misturando raiva e preocupação, enquanto eu pegava uma toalha para secá-las.
Rafaela respondeu baixinho:
— O porteiro é muito bravo. A gente ficou com medo de falar com ele…
Laís concordou, cruzando os braços com uma expressão irritada:
— Meu pai é um mentiroso!
Rafaela também reclamou:
— Laís ligou pra ele um monte de vezes, mas ele nem atendeu.
Eu liguei o aquecedor do carro, preocupada que elas pudessem pegar um resfriado depois de tudo aquilo.
Laís, ainda com raiva, virou-se para mim e pediu:
— Liga pra ele, mamãe! Pergunta por que ele mentiu pra gente! Aposto que é porque aquela mulher malvada não deixou ele vir!
Antes que eu pudesse responder, meu celular começou a tocar. O nome de Augusto apareceu na tela.
Respirei fundo, tentando me controlar, e atendi a ligação.
— Augusto! Onde você está? — Disparei, deixando toda a raiva que segurava no caminho transbordar. — As crianças ficaram quase uma hora debaixo de chuva na porta da escola! Você fez isso de propósito? Se tinha algum problema, por que não me avisou? Como você tem coragem de deixar as meninas desse jeito?
Quando chegamos à casa da família Ribeiro, Dona Joana nos recebeu na porta. Ao ver as meninas completamente molhadas, ela ficou alarmada:
— O que aconteceu? Por que elas estão assim?
Enquanto eu levava as duas para o banho, expliquei rapidamente o que tinha acontecido.
Dona Joana balançava a cabeça em reprovação:
— E esse é o homem que quer a guarda da filha? Não tem nem responsabilidade pra cuidar de uma tarde!
Nesse momento, uma das empregadas entrou apressada na sala, visivelmente preocupada.
— Dona Joana, tem um problema! Um casal está na porta dizendo que são os pais da Mônica. Eles vieram atrás da Débora para acertar as contas.
— Mônica? — Dona Joana repetiu, incrédula, como se tivesse ouvido errado. Ela olhou para mim, confusa. — Eu escutei direito? Mônica, aqui na minha casa?
Eu deixei as meninas no banheiro, pedindo que tomassem banho sozinhas, e desci rapidamente com Dona Joana para ver o que estava acontecendo.
Quando chegamos à entrada da casa, lá estavam Manuela e Pietro, os pais de Mônica. Junto deles, estava o irmão dela, Igor, com uma expressão nada amistosa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...