Eu, assustada, escondi o celular às pressas.
As duas não faziam ideia do que estava acontecendo.
Laís me olhou com aquela carinha limpa, cheia de expectativa:
— Mamãe, você não disse que hoje ia levar eu e a Rafa pra passear o dia inteiro? Que horas a gente vai sair?
Rafaela até ficou com vergonha de cobrar, mas os olhos dela também brilhavam de esperança.
Minha garganta travou. Eu afaguei a cabeça erguida da Laís e falei:
— Hoje a gente não vai sair, tudo bem? Eu… Não tô me sentindo muito bem.
O rostinho da Laís ficou sério na hora. Ela perguntou, preocupada:
— Mamãe, você ficou doente?
— Tia Débora, será que não é melhor ir no hospital? — Rafaela também me encarou, toda aflita.
Eu me comovi com o quanto as duas eram maduras e carinhosas. Eu respondi:
— Eu só preciso descansar um pouco. Daqui a pouco eu melhoro, prometo. Me desculpem. Eu sei que eu quebrei a promessa que eu fiz pra vocês.
Laís rebateu na hora:
— Mamãe, você só quebrou a promessa porque tinha um motivo. O papai quebra a promessa por causa daquela mulher ruim. Eu perdoo você, mas eu não perdoo o papai. Mesmo que ele peça desculpa, eu não quero perdoar ele mais!
Ela deu uma pausa e, num tom magoado, completou:
— Mas… Por que o papai ainda não veio pedir desculpa?
Por mais que Laís falasse com raiva, eu enxerguei com clareza que ela estava morrendo de saudade dele.
Como eu poderia contar pra ela que esse pai que ocupava tanto espaço no coração dela estava, naquele momento, grudado na Mônica — a mesma mulher que tinha jogado a nós duas no olho do furacão?
Laís pareceu captar algo no meu silêncio. Ela perguntou, bem baixinho:
— Mamãe… O papai não quer mais saber de mim?
Eu a acolhi com a voz mais firme que eu conseguiu encontrar:
— Não é isso. Ele… Eu vou fazer ele vir pedir desculpa pra você. Confia em mim. Agora desce com a Rafaela e vai tomar café direitinho, tá bom?
— Tá.
Natália ficou empolgada na hora. Enquanto ela coordenava o pessoal do outro lado da linha, ela ainda comentou comigo:
— Débora, finalmente você se tocou! Você não tem ideia do tempo que eu tava esperando por esse momento!
Não tinha nem alguns minutos que eu tinha postado e, de repente, um perfil quase morto começou a disparar em número de seguidores. Os comentários também começaram a pipocar numa velocidade absurda.
Quem reagiu primeiro foram justamente aqueles usuários que, no dia anterior, tinham ido espumar de ódio contra mim nos comentários do perfil da Mônica.
Eles entraram no meu perfil com aquela vontade de ver “a amante aprontando mais uma”, mas, quando deram de cara com a foto da minha certidão de casamento com o Augusto, ficaram completamente sem reação:
[Peraí… isso é certidão de casamento? Quer dizer então que a Débora já é casada com o Augusto? Caramba, essa mulher jogou alto mesmo. No fim, a Mônica que perdeu feio!]
[Gente, olha a data! Esse casamento foi registrado faz quatro anos!]
[Não, não é possível. Você tá me dizendo que a Mônica é que era a outra? Que mulher sem vergonha! Tomou o marido da Débora, ainda vivia se fazendo de coitada e colocando a culpa na esposa oficial!]
[Chamando todos os fãs cegos da Mônica! Cadê vocês agora? Acabou o latido? Continua aí, uiva mais um pouco!]
[PQP, eu idolatrava a pessoa errada. E a nossa musa consegue ser tão problemática que até pra ter vida pessoal detonada ela arruma um jeito diferente dos outros.]
[Ontem mesmo eu tava xingando a Débora de amante, e no fim das contas aquela chorona da Mônica é que era a intrusa na história!]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...