O olhar do Augusto escureceu na hora, e a tensão em volta dele ficou quase sufocante:
— Eu não quero saber que história ela tem com o Thiago. Se ela achou que podia mexer com a Débora, então ela que se prepare pra arcar com as consequências.
Felipe fez uma breve pausa antes de continuar:
— Pelo jeito o Thiago já entrou em ação. Ninguém em Cidade H consegue encontrar a Vitória. Mas eu mandei alguém falar com os vizinhos dela. Depois que o escândalo estourou hoje, a casa dela foi toda depredada, e os vizinhos ouviram ela gritando. Falaram que, no fim, alguém arrastou ela pra fora. Ninguém sabe pra onde levaram.
Augusto apertou o maxilar até ranger os dentes.
Aquele desgraçado do Thiago, mais uma vez tinha se adiantado.
Mesmo assim, quando ele lembrou do que a filha tinha acabado de contar, ele acabou dando de ombros. Não importava o quanto o Thiago se achasse poderoso, no coração da Débora quem ocupava espaço era ele. O que o outro podia fazer contra isso?
Pensando que a filha e a esposa ainda não tinham jantado, Augusto pegou o paletó que estava na cadeira e saiu apressado, com o passo leve de quem via uma chance se abrindo.
Desde que a Débora ainda tivesse algum sentimento por ele, mesmo que ela não estivesse disposta a perdoá-lo agora, ele tinha mil maneiras de provar que estava falando sério.
Ele já tinha até traçado o plano: no caminho, ele ia dar uma passada na confeitaria preferida da Laís, pra comprar o bolo de sorvete que ela tanto gostava.
Depois, ele ia passar no restaurante favorito da Débora pra pegar os pratos que ela nunca recusava.
O carro mal tinha saído da garagem do prédio quando o celular tocou.
Ao ver o nome da Mônica na tela, Augusto fechou a cara na mesma hora.
Ele não queria atender.
Mas a lembrança daquela noite apareceu sem ser convidada, e uma pontada de culpa acabou fazendo com que ele apertasse o botão de atender.
— Augusto… — A voz da Mônica soou fraca, à beira do choro. — Nesses dois dias a minha barriga tem doído tanto… Eu não tô conseguindo comer nada…
— Como assim dor na barriga? Você foi ao médico?
A voz do Augusto saiu burocrática, sem calor, e o pé dele nem afrouxou o acelerador.
A culpa acabou falando mais alto. Sem opção, ele deu meia-volta no carro:
— Fica em casa me esperando. Eu já tô indo.
Do outro lado, assim que ouviu isso, Mônica deixou um sorriso de satisfação escapar no canto dos lábios e desligou a chamada, plenamente contente.
Mas, quando ela pegou o celular e ficou encarando, pela enésima vez, a nota que o Augusto tinha publicado no Instagram saindo em defesa da Débora, o ódio que ela carregava nos olhos quase transbordou.
Ela murmurou para si mesma:
— Quanto mais você tentar proteger essa mulher, mais eu vou fazer questão de acabar com ela.
Depois disso, ela entrou na área de comentários e começou a responder, com outro perfil, um por um, os internautas que estavam chamando ela de amante.
Desde que Augusto tinha soltado o comunicado, o clima na internet tinha mudado. Quem antes atacava a Débora tinha passado a torcer para que o casal se acertasse, enquanto a Mônica, “a outra”, tinha virado o alvo preferido de todo mundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...
Finalmente um final feliz pro Thiago e pra Débora, que agoniante foi ler cada processo de sofrimento e distância dos dois pqp...