Não demorou muito para a Natália entrar porta adentro, toda acelerada, com a Rafaela e a Laís pulando atrás dela.
As duas pequenas me viram e já vieram correndo, de braços abertos, se jogando em cima de mim.
Eu me levantei às pressas e abracei as duas, sentindo aqueles corpos miúdos e quentinhos contra o meu peito, com aquele cheirinho doce de criança que parecia leite e talco.
— Eu vim te devolver as meninas. — A Natália falou, trocando de sapato, com um tom leve. — Hoje os pais do Matias vão vir pra Cidade H, eu tenho que ficar com eles. Não vou ter tempo de te ajudar com essas duas princesinhas.
Ela largou as mochilinhas das meninas em cima do armário da entrada, depois virou para mim, piscou de um jeito malicioso e sorriu cheia de segundas intenções:
— Aliás… Você viu o que eu te mandei ontem, né?
Na mesma hora, eu senti o rosto inteiro esquentar. Eu tratei de mandar as meninas irem brincar em outro canto.
A Natália reparou que o saquinho de papel com as camisinhas ainda estava em cima da mesa. Ela se aproximou, deu uma olhada dentro e arregalou os olhos:
— Já acabaram todas? Meu Deus, há quanto tempo o Thiago estava passando fome, hein? Trintão desse jeito e ainda dando conta do recado… Você… Está bem?
Ela me examinou de cima a baixo, sem nenhum pudor.
Eu fui direto até a mesinha de centro, puxei a gaveta, mostrei o pacote intacto e lancei um olhar atravessado pra ela.
A Natália engoliu em seco e reclamou, frustrada:
— Nem umazinha? Então quer dizer que vocês… Ontem…
Eu cerrei os dentes e falei:
— Natália! Se você aprontar uma dessas de novo, eu vou te mandar um monte de lingerie erótica de madrugada! Não duvida de mim, não!
A Natália caiu na risada, quase se dobrando:
— Aí sim! Melhor ainda, já economizo o meu dinheiro! Me manda várias, tá? O Matias, pra falar a verdade, adora uma coisinha diferente.
Ela continuou falando disso com a maior naturalidade, sem corar nem gaguejar, até me deixar completamente vencida.
A Natália riu ainda mais, deu uns tapinhas no meu ombro e avisou:
— Eu já vou descer, o Matias está me esperando lá embaixo.
Antes de sair, ela ainda me lançou outra indireta, piscando:
Afinal, a Mônica ainda segurava o ponto fraco dela. A Fabiana não tinha outra saída a não ser vir resgatar a cúmplice.
Só que ela tinha outro motivo para estar ali: ela queria dar um choque de realidade na Alice, a mulher que, na cabeça dela, estava destruindo a vida do filho.
No quarto do segundo andar, a Alice estava sentada no sofá, lendo. Quando ela ouviu o barulho do motor no jardim lá embaixo, ela se levantou e foi até a janela.
A mulher que desceu do carro usava roupas impecáveis, de grife, e carregava aquele ar arrogante de quem sempre esteve no topo. A Alice reconheceu na hora: só podia ser a Fabiana, a mãe do Augusto.
Os olhos da Alice escureceram. Ela já tinha previsto que a Mônica não ia aceitar o castigo calada. Agora o reforço tinha chegado.
Nesse momento, bateram na porta.
A Ana entrou, preocupada, com o rosto tenso:
— Alice, a Dona Fabiana chegou. A fama que ela tinha de explosiva era antiga. Você é calma, eu tenho medo de você acabar sendo humilhada.
A Alice fechou o livro com calma, e um sorriso leve apareceu nos lábios:
— Não tem problema. Se ela perguntar por mim, você fala que eu não estou me sentindo bem e que eu estou descansando. E avisa também os seguranças na porta: sem autorização do Augusto, ninguém tira a Mônica da capela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...