O meu corpo reagiu antes da minha cabeça. Eu fechei os olhos sem pensar e agarrei com força a barra da camisa dele entre os dedos.
Quando ele sentiu que eu não estava mais resistindo, o olhar dele escureceu ainda mais. Ele se inclinou e me beijou.
Aquele beijo não teve nada da contenção de antes. Ele veio carregado de desejo, intenso, envolto numa doçura quase dolorida. As nossas bocas se buscaram sem trégua, e, a cada movimento, as nossas respirações foram se enroscando uma na outra.
A temperatura dentro do carro subiu de repente. A mão dele deslizou pela lateral da minha cintura, subindo devagar, com uma força firme, no ponto exato entre o respeito e a posse absoluta. Ele não me deixou sentir invadida, mas também não deixou nenhuma brecha para fuga.
Eu fiquei tão nervosa que tive a sensação de que o meu coração ia arrebentar o peito. A minha mente se esvaziou por completo.
No meio daquela confusão, o encosto do banco baixou com um clique suave. Os movimentos dele eram apressados na intenção, mas seguros na execução. Cada toque encontrava um lugar preciso em mim, como se ele soubesse exatamente onde encostar para me incendiar.
Eu nunca tinha visto aquele lado do Thiago. No dia a dia, ele sempre parecia frio, contido, quase ascético. Mas ali, comigo, ele se mostrou de um vigor assustador. Os beijos dele saíram da minha boca, desceram pela linha do meu queixo, até se perderem na pele sensível do meu pescoço.
Eu senti as forças irem embora das minhas pernas, mesmo sentada. Eu só consegui me agarrar aos ombros dele, me deixar levar e afundar junto com ele.
Eu não sabia quanto tempo tinha passado quando, enfim, o movimento dentro do carro começou a diminuir.
O peito do Thiago subia e descia de forma exagerada. A respiração dele ainda vinha pesada, cheia de restos de urgência.
Ele encostou o queixo no alto da minha cabeça e falou, com a voz rouca, gasta:
— Um agradecimento desses… Eu fiquei bem satisfeito.
Eu continuei escondida no peito dele. As minhas bochechas queimavam, o meu coração ainda disparava descontrolado.
Um homem que se controlava tanto, quando se permitia transbordar, conseguia ser simplesmente devastador.
Nós ficamos ali abraçados, sem dizer nada, por muito tempo, esperando que os batimentos descompassados finalmente voltassem a um ritmo decente.
Do lado de fora, o céu escuro continuava coalhado de estrelas. A lua atravessava o vidro e caía em cheio no rosto dele, desenhando cada traço com uma nitidez quase cruel.
O Thiago parecia ainda meio preso na ressaca do que tinha acabado de acontecer. A ponta dos dedos dele se movia devagar nas minhas costas, num carinho ritmado. Mas, por baixo do tom tranquilo, a voz dele carregava um fio quase imperceptível de culpa:
As refeições eram empurradas por uma portinhola na porta de ferro. O som dos recipientes batendo no metal era o único ruído que ela ouvia ao longo de um dia inteiro.
O resto do ambiente era só um silêncio cinza, pesado, que parecia nunca acabar.
As palavras da Alice, antes de ir embora, mantinham a Mônica vivendo num estado de sobressalto constante. Ela sabia que a Alice não era o tipo de pessoa que desistia fácil de alguma coisa. Mas, do jeito que as coisas estavam, a tortura vinha de outro lugar: a Alice a tinha deixado ali, trancada, com a sensação de que vivia com uma lâmina suspensa sobre a própria cabeça. O pior não era o golpe, e sim não saber quando ele cairia.
— Tem alguém aí? Abre essa porta! Abre!
Ela cerrou os punhos e começou a socar a porta de ferro com força. Não importava quanto ela gritasse, quanto ela chamasse, o retorno era sempre o mesmo: nenhum.
Até que, de repente, ela ouviu, do lado de fora, o som de saltos altos batendo no chão, se aproximando passo a passo.
O coração dela disparou. Não era hora de refeição. Então só podia ser a Alice.
Mas, quando a porta se abriu, quem apareceu foi a Fabiana, entrando no quarto, o som seco dos saltos ecoando nas paredes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...
Jura, que acabou desta forma? A mãe da Débora sumida continuou e ela nem perguntou kkkkk...
Uai, cadê o resto? A mãe da Débora não vai acordar? E o Cláudio e Alice? Oque vai acontecer com o Augusto? E a Bruno? Lorenzo? E a Mônica? Vai mostrar como ela ficou depois? Débora não vai dizer pra Alice que a mãe delas está viva ? Eu quero maaaaaais!!! ...
mas e a mãe da débora?! que o corpo sumiu?...