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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 73

Mônica olhou para ele, incrédula, e depois voltou os olhos para mim. Seus belos olhos estavam cheios de descrença.

Até eu me surpreendi com a decisão de Augusto.

— Augusto... — As lágrimas de Mônica começaram a escorrer como pérolas de um colar rompido. Sua voz estava embargada quando ela disse. — Por que você não acredita em mim? Eu juro que não peguei a ultrassonografia do bebê da Débora. Sou inocente!

No entanto, Augusto permaneceu firme, sem mover um músculo.

Mônica sabia quando era hora de parar. Ela enxugou as lágrimas com delicadeza, como se tivesse sofrido a maior injustiça do mundo, e disse:

— Se a minha saída for o que vai deixar a Débora feliz, então saio de coração aberto.

Quando ela estava prestes a sair, virou-se e lançou um último olhar em minha direção, profundo e carregado de emoção.

Augusto estava de costas para ela, mas eu vi claramente nos olhos dela uma mistura venenosa de rancor e maldade.

Eu não me arrependi nem por um segundo de ter usado esse tipo de estratégia contra Mônica. Quem mandou ela sempre aparecer para me irritar?

Mas o que eu fiz não foi porque eu queria disputar Augusto com ela. Não era ciúmes ou competição.

Eu sabia muito bem que, entre mim e Augusto, não havia mais volta.

Depois que Mônica foi embora, Augusto disse:

— Vou pedir para alguém verificar no hospital onde você deu à luz se ainda existe uma cópia da ultrassonografia do bebê.

Eu fiquei imóvel por um momento, surpresa.

Parecia que fazia muito tempo que algo que eu dizia ou pedia recebia resposta dele. Desta vez, ele lembrou, mas, ironicamente, eu já não precisava mais disso.

Nesse momento, o celular de Augusto tocou novamente.

Era um dia de semana, e como ele não foi à empresa, as ligações de trabalho não paravam de chegar uma após a outra.

Nas primeiras chamadas, Augusto falava com a habitual calma e autoridade, como se estivesse no controle absoluto de tudo.

Mas, na última ligação, algo mudou. Sua expressão se tornou séria, e ele perguntou, com as sobrancelhas franzidas:

— Como assim houve um problema com os dados? Isso significa que o lançamento terá que ser adiado?

Do outro lado da linha, alguém disse algo que o fez pressionar as têmporas com os dedos. Ele respondeu:

— Certo, então vamos adiar o lançamento por enquanto. Cooperem com a investigação. Não quero que nenhum erro aconteça novamente.

— Além disso, há tantos pacientes esperando por ele. É uma questão de salvar vidas.

Augusto pareceu acreditar na minha explicação. Ele relaxou um pouco e respondeu:

— Não há muito o que fazer. Ultimamente, o Grupo Moretti tem sofrido algumas sabotagens. Mas são ataques insignificantes. Não vale a pena se preocupar.

Ele parecia extremamente confiante de que poderia lidar com tudo, mas havia uma leve ameaça em seu tom, quase como se ele estivesse pronto para retaliar.

Eu não consegui evitar me perguntar: quem seria o responsável por essas sabotagens? Cláudio? Ou aquele homem que me salvou no canteiro de obras?

Mas, no momento, minha maior preocupação era o tempo que levaria para o equipamento ser liberado, porque isso definiria quando eu poderia finalmente confrontar Augusto e pedir o divórcio.

Como ele estava disposto a conversar, perguntei cuidadosamente:

— Então... Para quando vocês estão planejando adiar o lançamento?

Augusto estreitou os olhos e me encarou com desconfiança. Sua voz assumiu um tom de dúvida:

— Desde quando você se interessa tanto pelos assuntos do Grupo Moretti?

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