Eu lancei um olhar rápido para a Mônica e perguntei, sem esconder a estranheza:
— O que aconteceu aqui?
O Felipe explicou com calma, num tom neutro:
— A Alice descobriu tudo o que a Mônica tinha feito, aquelas coisas sem coração. Quando o Augusto soube, ele ficou furioso. Ele mandou colocá-la aqui pra ajoelhar e pedir perdão.
Eu encarei a Mônica, naquele estado miserável, e eu não senti nem um pouco de satisfação. Eu também não senti pena. Eu não senti nada.
O destino dela tinha sido obra dela mesma. E eu e o Augusto já éramos passado fazia muito tempo. Todas aquelas guerras, traições, acertos de contas… Eu não queria mais me misturar com nada disso.
Eu só murmurei um “uhum”, distante, e me virei pra Dona Joana:
— Vó, já que a chuva parou, vamos descer logo a serra.
A Dona Joana concordou com a cabeça. Ela ainda lançou um último olhar gelado pra Mônica e falou, bem clara:
— Quem planta bem, colhe bem. Quem planta mal, colhe mal. Esse é um princípio que nunca muda. Cada um anda pelo caminho que escolhe.
Nós já estávamos de costas, prontos pra descer, quando passos apressados subindo a escadaria chamaram a nossa atenção.
Uma silhueta conhecida surgiu, tropeçando nos degraus, coberta de barro e água de chuva.
Aquela pessoa nos empurrou para o lado e correu direto na direção da Mônica, tomando-a nos braços com todo cuidado.
Era o meu irmão.
— Mônica! Mônica! Eu cheguei tarde…
O Jacarias caiu de joelhos, abraçando a Mônica quase sem vida contra o peito.
Um homem feito chorava sem nenhum pudor, engasgado:
— Vamos embora. Eu vou te tirar daqui!
Eu mal tinha aberto a boca para dizer alguma coisa quando o Felipe se adiantou, cortando a cena com a voz firme:
O Jacarias riu, como se tivesse ouvido a maior piada do mundo. O riso dele saiu cortante:
— A história do fazendeiro e da cobra é sobre você, não sobre a Mônica! A família Lins te acolheu, criou você como filha, te deu tudo. Que retorno você deu pra nós? Além de viver como uma parasita, gastando o dinheiro da família e assistindo de braços cruzados à nossa ruína, você não serviu pra nada! Débora, você é a cobra ingrata, a víbora que morde a mão que alimenta! Eu nunca devia ter deixado o pai e a mãe adotarem você. Menos ainda te tratar como irmã!
O jeito que ele me olhava era exatamente o mesmo olhar que a Mônica tinha me lançado instantes antes: um ódio tão denso que parecia querer me ver morta.
A Dona Joana tremia de raiva. Ela ergueu o dedo na direção do Jacarias e gritou:
— Você é um idiota completo! Não sabe separar o certo do errado, não enxerga quem presta e quem não presta! Débora, não gasta mais palavra com ele. Vamos embora!
…
O Jacarias continuava em confronto direto com o Felipe.
Foi então que a Mônica apertou a mão dele e, reunindo o restinho de força que ainda tinha, sussurrou:
— Jacarias… Eles… Mataram o nosso filho. Eu tava grávida…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...